O que fazer com os sachês de café usados?

Já havíamos falado a respeito dessas cápsulas de café em 24 de março…

Praticidade ou consciência?

É inegável a praticidade proporcionada pelos sachês de café! Em alguns minutos, sem muito trabalho nem louça suja, qualquer pessoa pode dar aquela levantada no ânimo e enfrentar mais um dia! Mas para não dar dor de cabeça a ninguém, que tal dar uma paradinha para refletir sobre o melhor destino das cápsulas de café?

O ciclo produtivo de uma cápsula de café acarreta muito mais problemas ambientais do que o de um saco de café. Apesar de dar mais trabalho ao consumidor final, as cafeteiras tradicionais continuam sendo a solução mais ecológica. Elas não produzem tantos resíduos como as cápsulas individuais, que são vendidas dentro de outras embalagens, o que significa mais entulho, e aí você já perdeu a conta de quanto lixo realmente está gerando. Além do problemas das cápsulas em si, há também a questão das máquinas. As cápsulas obrigam o consumidor a adquirir máquinas de café próprias para essas cápsulas. E quem quer ficar com uma máquina de café velha e obsoleta quando se tem uma nova? A lógica do consumo te induz a comprar uma cafeteira que você não precisa e jogar fora um aparelho que poderia até estar em perfeito uso. Há o aumento do número de aparelhos com componentes eletrônicos nas lixeiras.

Cápsulas

As cápsulas de café chegaram ao Brasil em meados dos anos 200 e apenas no ano de 2015 foram vendidas mais de 7000 toneladas dessas pequenas embalagens. Elas são, em geral, compostas de uma mistura de plástico e alumínio, o que não as torna facilmente recicláveis.

cápsulas de café2

Contudo, grande parte das cápsulas de café produzidas no Brasil é feita de plástico, com a tampa de alumínio. A maior diferença entre as cápsulas nacionais e as importadas é essa. As cápsulas de plástico possuem um microfuro do topo (para que elas aguentem a pressão da extração sem explodir). Outro problema é que esse microfuro deixa entrar ar, que oxida o café.

Fabricante

Procurar o fabricante do seu sachê de café é uma boa alternativa, grandes empresas têm programas específicos de reutilização e reciclagem desses materiais. As maiores empresas do setor possuem pontos de coleta e fábricas que separam o plástico ou alumínio da borra de café e reciclam os materiais. No caso de marcas que não fazem a coleta e separação, o próprio consumidor pode separar os componentes das cápsulas, como filme laminado, plásticos e resíduos orgânicos e destiná-los a coletores ou cooperativas.

O volume de cápsulas consumidas é muito grande e cresce cada vez mais, já o volume de cápsulas recicladas é um tabu no setor. Afinal, é um grande volume de resíduo descartado diariamente e que dificilmente recebe a destinação correta, indo parar em aterros sanitários.

Outra opção é fazer upcycle (reparoveitamento) com as cápsulas. Na rede social Pinterest existem diversas ideias bacanas de como transformar as cápsulas em bijuterias, objetos de decoração, etc. – confira aqui. O portal eCycle sempre posta diversas ideias de upcycle interessantes no PinterestInstagramFacebook; siga e não perca as dicas!

Se você utiliza as cápsulas de café, preocupe-se com a composição delas e sua destinação. Lembre-se, sempre opte pelo descarte consciente, respeitando o meio ambiente! Antes de comprar, veja se elas são recicláveis de alumínio e totalmente recicláveis ou biodegradáveis. Se não existe coleta seletiva no seu bairro e você não tem opções de descarte consciente, que tal voltar ao bom e velho coador de café?

Matéria completa em: http://www.ecycle.com.br/component/content/article/52-metal/166-o-que-fazer-com-os-saches-de-cafe-usados.html?lb=no&utm_source=eCycle&utm_campaign=e720497c94-Newsletter_219_11_04_2016&utm_medium=email&utm_term=0_ca1df616f8-e720497c94-150575977.  Acesso 11/04/16

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Sobre Orandyr Luz

Consultor, articulista e palestrante, especialista em gestão condominial. Autor dos livros "Evolução Histórica do Condomínio Edilício", Editora Scortecci, 2013, São Paulo/SP, "O condomínio daquela rua - Histórias e causos nesse ambiente peculiar", Editora Biblioteca 24horas, 2015, São Paulo/SP e "O condomínio & você - Práticas de gestão condominial", Ed. Juruá, 2018, Curitiba/PR. Ciclista, leitor, cidadão.
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