Problemas recorrentes em condomínios3 – cano

Chegou a vez do cano, assim entendido toda a hidráulica do edifício, cujas reclamações também podem tirar – e tiram! – o sono dos síndicos.

Àqueles menos familiarizados com o termo, os cinco “C’s” são os problemas mais recorrentes em condomínios – cachorro, criança, carro, cano e calote, não necessariamente nessa ordem.

Quando o condômino procura o síndico para reclamar que há um vazamento no teto de um cômodo qualquer do apartamento, prepare-se para certa incompreensão, algum bate-boca, muito desgaste.

Nesses casos, é preciso determinar a origem do problema, se nas prumadas do edifício, a responsabilidade de consertá-los é do condomínio, e quando advém dos ramais de distribuição das unidades, dos moradores envolvidos.

água torneira vazando

Até que isso ocorra, o síndico, acionado mesmo que o vazamento seja nos ramais de distribuição, não pode, obviamente, obrigar o ‘morador de cima’ que o conserte imediatamente ou permita a entrada do técnico que fará uma avaliação e apresentará um diagnóstico.

Se não houver entendimento entre as partes, isto é, de onde se origina e se verifica o problema, o síndico não tem autonomia ou autoridade para intervir de maneira mais contundente; restará ao prejudicado, aquele que teve seu teto perfurado e água vazando sem parar, recorrer ao judiciário.

Mas, desde que caracterizado que o vazamento se origina de prumadas do edifício, cabe ao síndico providenciar o conserto de pronto, para não ser responsabilizado por demais prejuízos causados.

Há, no mercado, coberturas adicionais que podem ser contratadas na apólice de seguro obrigatório, que abrangem, por exemplo, vazamentos de tanques e tubulações, que garantem “a indenização das perdas e/ou danos diretamente causados ao imóvel segurado e aos bens do condomínio e dos condôminos, em consequência de derrame e/ou vazamento de água, ou de outra substância líquida, ocasionado pela ruptura das instalações fixas de água e esgoto do condomínio, inclusive dos reservatórios existentes naquele local, resultantes de quaisquer acidentes de causa externa” (Disponível em https://www.tokiomarine.com.br/wp-content/uploads/2015/10/manual_condominio_novembro_2013.pdf. Pág. 20-21. Acesso 6/02/2019).

Talvez valha a pena pensar nisso na próxima renovação do seguro…

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Aos poucos, Madri vai se livrando dos carros

Até pouco tempo, muitos espanhóis não gostavam de andar de bicicleta ou caminhar longas distâncias. Mas, nos últimos dois anos, muita coisa mudou em Madri: agora existem ciclovias, ônibus e táxis foram reequipados.

E sem um selo ambiental, carros não podem mais dirigir no centro da cidade. Na área de Madri Central, qualquer pessoa que não seja residente ou tenha uma autorização especial só pode estacionar em edifícios-garagem.

E as medidas continuam: para promover ainda mais a mobilidade elétrica, serão criados, em 2019, 20 novos postos de recarga elétrica com 100% de energia renovável.

bikes madrid

Assim Madri se tornou uma referência mundial da economia compartilhada. Florescem plataformas de aluguel de carros, patinetes elétricos e táxis compartilhados. A capital se tornou uma metrópole de startups.

No primeiro trimestre de 2018, os investimentos diretos em Madri aumentaram 82%, para 4,5 bilhões de euros, em comparação com o ano anterior. Assim, 77% de todo o investimento direto na Espanha recaiu sobre a metrópole.

A cidade, governada por uma “roja”, também bate todos os recordes turísticos. No primeiro semestre de 2018, Madri registrou quase 5 milhões de visitantes, 5% a mais do que no mesmo período do ano passado.

Em sua maioria, os moradores estão satisfeitos com as mudanças. “A cidade definitivamente se tornou mais atraente”, diz Sonia Pérez, de 50 anos, que há anos usa a bicicleta ou patinete elétrico para se locomover em Madri.

Mas há também vozes contrárias. Com o projeto Madri Central, Carmena atraiu a ira principalmente do comércio varejista e dos cerca de 2 milhões de passageiros pendulares, que entram e saem diariamente da capital espanhola.

bikes madrid2

Por exemplo, a principal rua comercial foi bloqueada durante vários meses pelas reformas deste ano. Isso levou à perda de receita, reclama o lobby varejista Apreca.

“Informações prévias não chegaram a tempo e foram confusas, por isso muitas pessoas de outras cidades não vieram no primeiro fim de semana de dezembro”, afirma o engenheiro eletricista Fernando Rodríguez.

Também é problemático que as lojas só possam receber mercadorias em certas horas e que a coleta de lixo não seja mais executada duas vezes ao dia, como acontece em alguns bairros, mas apenas uma vez. “O ar pode ficar mais limpo no longo prazo, mas há mais lixo em todos os lugares”, reclama Rodríguez.

Fonte: Deutsche Welle (http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2018/12/20/149327-aos-poucos-madri-vai-se-livrando-dos-carros.html. Acesso 21/01/2019).

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Problemas recorrentes em condomínios2 – carro

Continuando a série dos famigerados “C’s” que podem tirar – e tiram! – o sono de muitos síndicos, vamos abordar hoje o carro, ou seja, as questões dele decorrentes, principalmente no ambiente garagem, palco de muitas discussões e desentendimentos.

Àqueles menos familiarizados com o termo, os cinco “C’s” são os problemas mais recorrentes em condomínios – cachorro, criança, carro, cano e calote, não necessariamente nessa ordem.

Talvez você, leitor, não goste muito, mas, como diversos artigos já foram postados aqui no blog, e, para não ser repetitivo, trago alguns para sua reflexão, onde se ressalta:

i) a questão do tamanho das vagas;

ii) a própria utilização da vaga com material de construção, entulho, móveis;

iii) aquela motocicleta estacionada junto com o automóvel, atrapalhando você a entrar no seu carro;

iv) o conforto que significa ter à disposição uma portaria 24 horas para você entrar e sair a qualquer hora e com segurança;

v) a importância de se visitar mais de uma vez a garagem de seu futuro lar, antes da decisão de compra ou locação do imóvel;

vi) o sorteio – ah!, o sorteio – das vagas, aquela assembleia concorrida, todos com ânimos exaltados;

vii) a possibilidade de, por inadimplência, mesmo participando da assembleia, restou a você aquela vaga meio apertada, coluna de um lado e rampa de outro;

viii) a “colaboração” extra de construtores e incorporadores quando entregam edifícios com menos vagas que o número de unidades habitacionais, ou vagas cuja utilização é impossível…

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Seguem os links: https://condoreflexoes.com/2013/11/28/da-serie-inimigos-do-condominio-10/; https://condoreflexoes.com/2014/01/30/da-serie-viver-em-condominio-4/; https://condoreflexoes.com/2014/02/13/da-serie-o-condominio-ideal-3/; https://condoreflexoes.com/2014/04/01/sorteio-de-vagas-de-garagem-e-seus-percalcos/; https://condoreflexoes.com/2014/04/11/o-imponderavel-nos-sorteios-de-vagas-de-garagem-em-condominios/; https://condoreflexoes.com/2016/02/04/sorteio-de-vagas-de-garagem-em-condominios/; https://condoreflexoes.com/2017/03/23/as-diminutas-vagas-de-garagem/.

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Proprietário não responde por dívida condominial de antigo dono

Nesse final de ano de 2018 veiculou-se a notícia conforme o título deste artigo, em decisão do STJ, o Superior Tribunal de Justiça.

Num primeiro momento, tudo ficou algo confuso: como? E o caráter propter rem, no qual a dívida acompanha o bem, a coisa? Que entendimento era esse, da ministra Nancy Andrighi? Que inovação é essa?!

Ao ler as chamadas em várias mídias e comentários em alguns grupos de whatsapp de que participo, resgatei de meu arquivo eletrônico – onde havia guardado tal artigo, sem, contudo, tê-lo lido com atenção – e fiz uma leitura mais cuidadosa.

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Pois bem, a decisão não é, usando as palavras do Dr. André Junqueira em mensagem no whatsapp, “ruim ou inovadora como parece”. Sim, porque em determinado período o “edifício não preenchia os requisitos para ser considerado um condomínio, e, dessa forma, o débito teria natureza pessoal, devendo a cobrança ser enviada ao proprietário anterior”.

E, lembra a ministra, “uma vez constituído o condomínio, a jurisprudência do STJ aponta no sentido de que todas as obrigações condominiais decorrentes têm caráter propter rem.

Ufa! Que alívio!

A quem interessar o artigo na íntegra está no link https://www.conjur.com.br/2018-dez-31/proprietario-nao-responde-divida-condominial-antigo-dono. Acesso 4/01/2019.

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Precisamos comer menos carne de vaca para conseguir alimentar o planeta todo em 2050

Relatório do Instituto Mundial de Recursos (WRI, na sigla em inglês), alerta que países mais ricos devem diminuir drasticamente o consumo de carne de ruminantes para que seja possível alimentar a população mundial em 2050.

Isso porque esses animais requerem muita área de pasto e de plantação de soja que é usada em rações. Este espaço poderia ser usado para criar outros animais ou vegetais. Além disso, ruminantes liberam quantidades enormes de metano, um gás de efeito estufa. Carne de vaca é responsável por apenas 3% da dieta de um americano, mas é responsável por 50% das emissões.

Em 2050 precisaremos produzir 50% mais alimentos do que produzimos agora, mas o maior desafio será reduzir as emissões de gás de efeito estufa em 66%. Essa comida extra vai ter que ser produzida sem aumentar a área de fazendas que existem hoje, caso contrários as florestas do mundo serão destruídas.

A produção de gado e laticínios usa 83% das terras de fazendas, portanto é necessário aumentar a quantidade de alimento produzido por hectare. Também é importante cortar o desperdício de alimento que poderia muito bem ser consumido. O mundo todo joga 33% dos alimentos fora na colheita, transporte, venda e nas próprias casas das pessoas.

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Mudanças urgentes

“Temos que mudar como produzimos e consumimos comida, não apenas por motivos ambientais, mas porque é um problema de sobrevivência para os humanos”, diz Janet Ranganathan, vice-presidente de ciência e pesquisa da WRI.

Tim Searchinger, da WRI e também da Universidade de Princeton (EUA), alerta que precisamos mudar o sistema de produção com urgência: “se tentássemos produzir todo o alimento necessário em 2050 com os sistemas de produção atuais, o mundo teria que converter a maior parte das florestas”. Apenas a agricultura produziria metade das emissões de todas as atividades humanas.

Texto na íntegra: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2018/12/29/149448-precisamos-comer-menos-carne-de-vaca-para-conseguir-alimentar-o-planeta-todo-em-2050.html. Acesso 4/01/2019.

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Abelhas são declaradas os seres vivos mais importantes do mundo

A ciência já descobriu que as abelhas podem estar viciadas em agrotóxicos. Os pesticidas causam a mortedas produtoras de mel e seu desaparecimento pode acabar com a humanidade. Graças a isso, não foi uma grande surpresa quando, há 10 anos, oRoyal Geographical Society de Londres declarou as abelhas como seres vivos insubstituíveis.

O anúncio fez parte de uma competição denominada Earthwatch, cuja final foi entre as abelhas e os plânctons. Durante a apresentação, cientistas apresentavam argumentos para defender cada uma das espécies e as pessoas presentes deveriam votar em qual ser elas consideravam mais importante.

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As abelhas foram defendidas pelo Dr. George McGavin. Ele explicou ao público que 250 mil espécies de flores dependem das abelhas para se reproduzir. Além disso, muitas frutas e vegetais também ganham uma ajudinha delas, que tem impacto em cerca de90% da produção de alimentos no mundo.

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Sua importância é tanta que a cidade de Curitiba está espalhando abelhas sem ferrão em seus parques, como uma forma de disseminar árvores nativas. Na Suécia, foi erguido até mesmo um monumento para celebrar nossas amigas voadoras.

Clique nos links e leia mais.

Fonte: https://www.hypeness.com.br/2018/12/abelhas-sao-declaradas-os-seres-vivos-mais-importantes-do-mundo/. Acesso 23/12/2018.

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Conheça 10 formas de colaborar com o combate ao aquecimento global

Não existe dúvida de que mudança climática é uma realidade, e estamos começando a ver exemplos, como as chuvas torrenciais no Brasil

Os principais especialistas do mundo em clima fizeram seu aviso mais severo até agora: as ações já implementadas não são suficientes para atingir a meta de aquecimento global de 1,5ºC. Segundo relatório divulgado em setembro, a humanidade precisa se esforçar mais.

Não existe dúvida de que a mudança climática é uma realidade, e há diversos exemplos de como isso nos afeta, desde incêndios na Califórnia a chuvas torrenciais no Brasil.

Mas não devemos nos perguntar se o aquecimento global está acontecendo ou se é potencializado pelos seres humanos. A pergunta mais importante é: o que podemos fazer para freá-lo?

  1. Qual é a coisa mais importante que a humanidade deve fazer nos próximos anos – e o que isso significa para mim?

O objetivo número um? Limitar o uso de combustíveis fósseis como petróleo, carvão e gás natural e substituí-los por fontes de energia renováveis e mais limpas, aumentando a eficiência energética.

  1. Mudar como as indústrias são administradas ou subsidiadas não parece algo em que eu possa influenciar…ou eu posso?

Você pode. “Os indivíduos precisam exercer seus direitos tanto como cidadãos quanto como consumidores”, dizem Debra Robert, do IPCC, e outros especialistas, “pressionando governos e empresas a fazerem as mudanças necessárias em todo o sistema”.

  1. Fora isso, qual seria a melhor ação a tomar no meu dia a dia?

Um estudo de 2017, da Universidade de Lund (Suécia), listou 148 ações individuais sobre mudanças climáticas de acordo com seu impacto. Abdicar dos carros era a ação mais eficaz que um indivíduo poderia tomar (exceto não ter filhos – leia mais sobre isso abaixo). Os carros são mais poluentes em comparação com outros meios de transporte, como transporte público, bicicleta e seguir a pé.

  1. Mas a energia renovável não é muito cara?

Na verdade, as energias renováveis, como a eólica e a solar, estão se tornando cada vez mais baratas em todo o mundo (embora os custos finais dependam de circunstâncias locais). O último relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês) descobriu que várias das fontes de energias renováveis mais usadas, como solar, geotérmica, bioenergia, energia hidrelétrica e eólica em terra, vão custar o mesmo ou serão até mais baratas do que os combustíveis fósseis até 2020. Algumas já são mais econômicas.

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  1. Eu poderia fazer diferença mudando minha dieta?

Essa é mudança de comportamento muito importante. De fato, depois dos combustíveis fósseis, a indústria de alimentos – e, em particular, o setor de carnes e laticínios – é um dos que mais colaboram para a mudança climática. Se o gado fosse um país, seria o terceiro maior emissor mundial de gases de efeito estufa, depois da China e dos EUA.

  1. Quão prejudicial é viajar de avião?

Os aviões funcionam a partir de combustíveis fósseis e ainda não foi descoberta uma alternativa à altura. Embora alguns dos primeiros esforços para usar painéis solares para alimentar aeronaves ao redor do mundo tenham tido êxito, ainda estamos a décadas de distância de voos comerciais movidos a energia solar.

  1. Eu deveria fazer compras de forma diferente?

Provavelmente. Tudo o que compramos tem uma pegada de carbono, seja na forma como é produzido ou na forma como é transportado.

  1. Devo pensar em quantos filhos terei (ou não terei)?

O estudo de Nicholas concluiu que ter menos filhos é a melhor maneira de reduzir sua contribuição às mudanças climáticas, com quase 60 toneladas de CO² a menos por ano. Mas esse resultado é polêmico – e leva a outras questões.

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  1. Que diferença comer menos carne ou viajar menos de avião pode realmente fazer para o mundo?

Na verdade, não é só você. Sociólogos descobriram que, quando uma pessoa toma uma decisão rumo à sustentabilidade, outras pessoas também o fazem.

  1. E se eu simplesmente não puder evitar viagens de avião ou reduzir minha locomoção por meio de carros?

Se você simplesmente não puder fazer todas as mudanças necessárias, considere a possibilidade de compensar suas emissões a partir de um projeto verde confiável – não um “cheque em branco”, mas outro recurso para compensar o inevitável vôo ou viagem de carro.

[Matéria completa em http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2018/12/10/149100-conheca-10-formas-de-colaborar-com-o-combate-ao-aquecimento-global.html. Acesso 11/12/2018].

 

 

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