O acidente e a convenção

Recentemente se veiculou nas mídias um acidente em condomínio de casas no interior de São Paulo, onde dois carros são gravados passando em alta velocidade, quase atropelando o jardineiro e colidindo com o muro mais adiante.

Sabe-se que as regras do Código de Trânsito Brasileiro, lei 9.503, de 23/09/1997, se aplica a todos os locais, inclusive dentro dos condomínios, pelo que se depreende da leitura do seu primeiro artigo.

Art. 1º O trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres do território nacional, abertas à circulação, rege-se por este Código.

O CTB menciona expressamente o condomínio edilício:

Art. 51 Nas vias internas pertencentes a condomínios constituídos por unidades autônomas, a sinalização de regulamentação da via será implantada e mantida às expensas do condomínio, após aprovação dos projetos pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via.

A liberdade que o condomínio tem, em algumas cidades, é adotar placas fora dos padrões descritos no CTB por se tratar de área particular, podendo implantar placas de trânsito nos moldes de seu projeto de identificação visual.

As velocidades máximas permitidas nas vias urbanas, mesmo que não haja sinalização que a regulamente, são de 80 km/h nas vias de trânsito rápido (vias expressas), 60 km/h nas vias arteriais, 40 km/h nas vias coletoras e 30 km/h nas vias locais, conforme disciplina o art. 61.

Segundo especialistas, a maioria dos condomínios tem vias tipo locais, portanto, a velocidade máxima nestes locais deve ser de 30km/h.

condomínio casas (1)

Isso remete ao título deste artigo: o que convenção tem a ver com acidente?

Pelo menos uma coisa, tendo em vista que o acidente decorreu de excesso de velocidade dentro do condomínio, e, embora possa se aplicar o CTB para punir os infratores, a convenção desse tipo de condomínio teria que disciplinar também a questão, possibilitando que a administração possa submeter o condutor, ou condutores, a seus regramentos.

A multa de trânsito a que os dois indivíduos estão sujeitos pode não ser suficiente para desestimulá-los a voltar a infringir. Então, no âmbito condominial, a convenção deveria prever sanção de multa para esse tipo de conduta, “abrindo caminho”, em caso de reincidência, para penalidades mais severas, sem prejuízo da observância ao CTB.

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Como as cidades podem ajudar e ser ajudadas pelas abelhas?

A produção de alimentos depende diretamente das abelhas, e seu desaparecimento deve gerar efeitos catastróficos à humanidade. Por toda internet circulam textos alarmantes de como esses pequenos insetos estão morrendo. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 75% dos cultivos destinados à alimentação humana no mundo dependem das abelhas. Por exemplo, um morango suculento e bem formado só é possível se dezenas de abelhas passem pela flor na época certa e o polinizem. Sem elas, ele pareceria mais como uma uva passa.

Há muitas controvérsias quanto às causas da diminuição. Os especialistas culpam os agrotóxicos, mas também parasitas, a perda do habitat natural e a mudança climática. A agricultura industrial é apontada como uma das principais ameaças. A pulverização de herbicidas e pesticidas afetam o sistema nervoso central das abelhas, resultando em paralisia e morte. Produtos químicos utilizados na agricultura têm levado a baixas taxas de reprodução de abelhas e aumentado a prevalência de parasitas nas colônias. A monocultura também acaba com a diversidade de fontes alimentares para as abelhas, diminuindo drasticamente os recursos disponíveis para coleta de pólen.

Uma das principais formas de ajudar a salvar as abelhas é optar por alimentos que foram cultivados de forma mais ecológica. Qualquer progresso na transformação do atual sistema agrícola destrutivo em um sistema de agricultura ecológica terá muitos benefícios associados ao meio ambiente e na segurança alimentar humana.

Mas as cidades podem ter um papel ainda mais importante. Uma pesquisa publicada em 2018 pela Royal Society B descobriu que abelhas que vivem em áreas urbanas têm uma vida mais saudável do que suas contrapartes em habitats rurais. Suas colônias são maiores, mais bem alimentadas e menos propensas a doenças. Colônias urbanas também sobrevivem mais do que seus primos do interior.

O estudo observa que as flores de jardins urbanos oferecem uma dieta variada e consistente para as abelhas e que, possivelmente, o uso de menos pesticidas pode ser a causa de as abelhas prosperarem na cidade. As hortas urbanas foram apontadas como locais particularmente bons para os polinizadores porque fornecem uma mistura de flores de frutas e vegetais, além de cantos cheios de ervas daninhas e plantas nativas. Outra pesquisa, publicada na revista Nature Ecology and Evolution, afirma que hortas urbanas e jardins muitas vezes tinham 10 vezes mais abelhas do que parques, cemitérios e áreas de preservação natural. Os pesquisadores também descobriram que os jardins em bairros mais ricos abrigavam mais polinizadores, graças ao fato de haver mais flores e uma variedade mais rica de plantas.

Segundo o relatório, a melhor estratégia é aumentar o número de hortas urbanas. O plantio de flores preferidas das abelhas também ajuda, assim como cortar grama em parques públicos com menos freqüência, permitindo que floresçam. Casas de abelha fornecem uma estrutura mais natural para as abelhas e também permitem um pouco de assistência humana quando necessário.

Abrigar caixas de abelhas em jardins também pode ser extremamente benéfico (além de se tornar um estoque de mel quase ilimitado). Evidentemente é importante tomar alguns cuidados e escolher locais e espécies corretas para tal. Talvez as colônias mais famosas sejam as abelhas da Catedral de Notre Dame, que milagrosamente sobreviveram ao incêndio. Mas há empresas que têm abraçado a causa. O Studio Gang, por exemplo, instalou caixas de abelha em seu escritório de Chicago e o escritório Cookfox dispôes caixas em seu escritório de Nova Iorque. Para se ter uma ideia, há abelhas que percorrem um raio de até 2 km ao redor de suas caixas, polinizando e espalhando vitalidade em seu caminho. E há iniciativas urbanas também. Londres plantou um corredor de abelhas de 7 milhas e Utrecht desenvolveu pontos de ônibus amigáveis a abelhas, para aumentar a população desses insetos bem-vindos.

abelha

Foto: BBC.com

Importante mencionar que quando falamos de abelhas, há uma imensa gama de espécies. As nativas (muitas vezes sem ferrão), são as que deveríamos nos preocupar mais em preservar, por polinizarem ainda mais seus entornos. É possível desenvolver pequenas estruturas para receber as abelhas nativas. Elas fornecem habitat de nidificação vital, consistindo de uma estrutura semelhante a uma casa de pássaros contendo uma série de tubos expostos que as abelhas podem depositar seus ovos. Abelhas nidificantes buscam desesperadamente locais de nidificação apropriados, às vezes até nidificando nas extremidades. de bicos de mangueira de jardim velhos, aberturas em mobília de jardim de metal, ou as extremidades ocas de sinos de vento. A IKEA lançou a iniciativa Wildhouse for Wildlife, com casas para insetos e pequenos animais feitas a partir de resíduos.

Entender o funcionamento das colmeias e os benefícios que as abelhas trazem é inspirador e apaixonante. A melhor coisa que todos podemos fazer é começar localmente, em nossos próprios quintais ou bairros. Tornar os jardins o mais amigáveis possíveis é tão fácil quanto adicionar coisas como flores silvestres nativas e locais de nidificação de abelhas nativas. E se a nossa busca é por um melhor mundo para a humanidade nos próximos anos, a permanência das abelhas é um fator muito importante para isso. Isso é algo que as cidades podem contribuir, e muito!

Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/921945/como-as-cidades-podem-ajudar-e-ser-ajudadas-pelas-abelhas?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil&kth=2,652,002 Acesso 26/08/2019.

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Sustentabilidade, ponto.

No artigo Estamos em 2019, século XXI, ora bolas! íamos fazer algumas considerações a respeito do tema, mas nos alongamos falando sobre o lixo.

Pois bem, continuando o raciocínio, além da abordagem anterior, questão da mais alta importância pelos reflexos que tem no planeta e em nossas vidas, a sustentabilidade em condomínios também abrange, ainda dentro de seu perímetro, o tratamento desse lixo coletado, separando-o pelo menos o que é reciclável do material orgânico.

O uso racional da água também merece nossa atenção, esse bem precioso, finito, indispensável à vida. Vamos nos atentar e fechar a torneira enquanto lavamos a louça ou fazemos a barba, e, sempre que possível vamos praticar o reuso, pela captação de águas pluviais e pelo aproveitamento, quando for o caso, da água do lençol freático sobre o qual o condomínio ficou assentado.

Aliás, o reuso pode ser utilizado a partir do reaproveitamento de águas servidas, dos chuveiros e pias dos banheiros, que, mediante tratamento adequado em estações domésticas, podem ser usadas na descarga, em irrigação da área ajardinada, limpeza das garagens, dentre outros.

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O síndico, nesse particular, tem papel preponderante, quando determina ações visando à economia, diminuindo a frequência na limpeza de determinadas áreas, por exemplo, lavagem das garagens, promovendo a revisão periódica das válvulas de descarga de todo o prédio e das torneiras da área comum, ou instalando torneiras com arejadores, temporizadores ou redutores de pressão e válvulas de descarga de duplo fluxo.

A separação do óleo de cozinha usado, enviando-o para a reciclagem, eventualmente trocando por produtos de limpeza, é outra ação fácil de implantar e que colabora muito com o meio ambiente.

Finalmente, o descarte correto de pilhas, baterias e equipamentos eletroeletrônicos, sem se esquecer das embalagens de medicamentos, como comentamos no artigo “Você vai se surpreender! Veja isto!!!”, publicado em 24/09/2013.

São atitudes de cidadãos conscientes de seu papel no contexto urbano em que estamos inseridos, de uma forma geral, e como moradores de condomínios, em particular.

Ao adotar essa postura, agindo e vivendo de forma sustentável, sem que percebamos vamos servir de exemplo para outras pessoas, contribuindo para uma melhor qualidade de vida para nós e nossos descendentes.

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Foto mostra pássaro alimentando filhote com bituca de cigarro

Imagem foi registrada pela fotógrafa Karen Mason em uma praia da Flórida, nos Estados Unidos.

Uma fotógrafa de vida animal capturou uma imagem de um pássaro preto alimentando seu filhote com um filtro de cigarro em uma praia na Flórida, nos Estados Unidos.

pássaro filhote bituca

O pássaro é da espécie Rynchops niger, conhecido no Brasil como Bico-de-Tesoura ou Talha-mar.

Em um post no Facebook, a fotógrafa Karen Mason disse que encontrou a dupla na praia de St. Pete, perto de Tampa, no mês passado.

Na publicação, ela pediu: “Se você fuma, por favor, não deixe suas bitucas para trás”.

A Royal Society for the Protection of Birds (Sociedade Real para Proteção dos Pássaros), do Reino Unido, descreveu a imagem como “dolorosa”. Também acrescentou que a natureza está lutando para se adaptar ao lixo humano.

Bitucas de cigarros são os itens de lixo mais encontrados em praias do mundo, segundo entidades de conservação.

pássaro filhote bituca2

Mason também capturou outra foto do filhote carregando o filtro em seu bico. Segundo especialistas, é comum pássaros confundirem filtros de cigarro com alimentos.

“Muitas aves são curiosas sobre o lixo que descartamos casualmente, e, muitas vezes, elas experimentam para descobrir se comida ou não”, disse um porta-voz da entidade britânica à BBC News.

“Infelizmente, o pássaro maior decidiu que o cigarro era algo para alimentar seu filhote”, afirmou.

“A natureza está lutando para se adaptar às coisas que estamos fazendo em nosso planeta; todos os anos, vemos mais animais presos, feridos ou mortos por produtos feitos pelo homem. Estamos até vendo lixo sendo usado como material de nidificação (construção de ninhos por algumas espécies).”

“Infelizmente, para muitas pessoas, o lixo parece inofensivo, na pior das hipóteses faz com que uma área pareça suja. No entanto, imagens comoventes como essa revelam o verdadeiro impacto de jogar lixo em nossa vida selvagem”, diz o porta-voz.

Os filtros de cigarro são geralmente feitos de fibras de plástico (acetato de celulose) e levam anos para se decompor no ambiente.

Eles são o item mais comum de lixo coletado nas praias em todo o mundo, de acordo com movimentos de conservação.

Fonte: https://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2019/07/03/152762-foto-mostra-passaro-alimentando-filhote-com-bituca-de-cigarro.html. Acesso 9/08/2019.

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Estamos em 2019, século XXI, ora bolas!

Não dá para dizer que não leu, que não ouviu alguém comentar ou que não se interessa pelo tema.

Sustentabilidade. Essa palavra também adquire contornos relevantes no intramuros condominial, esse microcosmo em que habitam dezenas, centenas, as vezes milhares de pessoas.

Nessa seara, o lixo gerado, sem sombra de dúvida, é um dos maiores problemas a ser encarado pela administração.

A criação de uma mentalidade consciente da seriedade do problema é vital para a sobrevivência do planeta, de nossos descendentes, portanto. As crianças podem exercer papel fundamental nesse particular, disseminando essa cultura com seus amiguinhos na escola, nas reuniões familiares e em qualquer outro evento de que participem.

Tudo que consumimos vem em embalagens; qual o destino desse monturo produzido a cada dia? É realmente necessária a embalagem? Onde e como a descartamos? Precisamos mesmo comprar dessa forma e nessa quantidade?

A sensação de dever cumprido, que muitos de nós têm quando levamos ao local indicado no condomínio nosso lixo nos indefectíveis saquinhos plásticos, é algo preocupante, eis que, a partir dali é que realmente começa o problema.

Para onde vai, como vai ser tratado, qual o impacto no meio ambiente?

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Há, igualmente, a propaganda maciça e massiva, martelando nosso subconsciente, que nos induz ao consumo inconsequente.

Consumimos coisas de que efetivamente não precisamos; bugigangas inúteis que ficarão sob nossa tutela – no manuseio do dia a dia, ou pegando poeira na estante – até que, via de regra pouco tempo depois, jogamos fora.

Coisas e objetos criados sob o enfoque da obsolescência planejada, em que os produtos chegam ao mundo quase já na condição de lixo; são feitos para se deteriorar em curto/curtíssimo prazo, mas que também consumiram água, energia e recursos naturais para que fossem produzidos! E, ainda, vão se somar aos milhares de toneladas de lixo que terão que ser descartados!

Não somos cuidadosos com nosso país, com nosso planeta: o lixo jogado na rua é como cuspir para cima e esperar a gravidade fazer sua parte – bem na nossa cara!

lixo no meio ambiente

Sim, porque nesse período chuvoso em algumas partes do país, as enchentes não saem dos noticiários; sim, se pensássemos que contribuímos para essa tragédia anunciada quando jogamos uma embalagem qualquer, um pacote de biscoitos, um papel de bala, uma lata de refrigerante ou de cerveja, uma simples bituca de cigarro…

Não vamos mencionar sofás, rodas de bicicleta ou de moto, geladeira, pneus de carro, vasos sanitários, monitores, e tantos outros que já vimos por aí…

Quem não viu pequenas embalagens plásticas presas em animais marinhos, matando-os?

Ora bolas, não seja egoísta! Pense nos seus filhos e em outros entes queridos, no seu vizinho, nos animais de estimação, nos animais selvagens, em todos os seres vivos, enfim!

Talvez esse egoísmo lhe proporcione vivenciar experiências nada agradáveis, talvez não haja tempo de você já ter partido quando a natureza nos devolver de chofre as desgraças ambientais que lhe estamos imputando! Quem sabe?!

PS. Nossa intenção era falar a respeito de sustentabilidade em condomínios, mas acabamos nos estendendo sobre o lixo, então, fica para o próximo artigo.

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Tubarões e raias estão sendo estrangulados pelo plástico nos oceanos

Não são só as tartarugas que estão sofrendo com os resíduos plásticos nos oceanos. Em um estudo publicado na revista Endangered Species Reports, cientistas registraram mais de 1 mil casos documentados de tubarões e raias que se emaranharam em restos de plástico jogados nos oceanos pelos humanos.O mais assustador é que o número real deve ser muito maior, já que este estudo inclui apenas menções documentadas em artigos de periódicos científicos e de outras fontes de informação.

Apesar de a pesca ainda ser a maior ameaça para os animais, o plástico está colaborando para piorar a situação das espécies. Um exemplo foi relatado por Daniel Abel, biólogo marinho da Coastal Carolina University: durante suas pesquisas em Winyah Bay, na Carolina do Sul, ele encontrou um tubarão que estava enroscado em fios de plástico. Na ocasião, em 2016, o tubarão estava com um corte em volta de seu corpo. “Foi abominável para nós”, diz Abel ao site Live Science.

tubarao quase morto

Foto Daniel Abel

Mas o caso não é exceção, e Abel tem visto um número crescente de tubarões que carregam sinais de danos causados ​​por resíduos jogados por humanos. O tubarão que Abel trouxe a bordo sobreviveu — a equipe conseguiu libertá-lo do fio que cortava sua pele. Mas, de acordo com Abel, nem todos os tubarões são tão sortudos, e se o animal tivesse ficado mais um ou dois meses com o objeto, ele teria sido cortado até uma morte dolorosa.

Mas ainda é possível reverter o problema, segundo Chris Lowe, diretor do Shark Lab da California State University. Com o recente foco em eliminar o plástico de uso único, ele já começou a notar menos acúmulo do material nos oceanos. O problema não irá desaparecer instantaneamente, explica Lowe, mas “se tivermos a vontade, podemos parar com isso”.

Fonte: https://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2019/07/09/152875-tubaroes-e-raias-estao-sendo-estrangulados-pelo-plastico-nos-oceanos.html. Acesso 26/07/2019.

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O que faz o síndico coçar a cabeça

Falar em manutenção nos condomínios provoca no síndico aquele gesto involuntário de coçar a cabeça.

Éééé!… São tantos itens a verificar que um detalhado Plano de Manutenção Preventiva é imprescindível; alguns desses itens pode não haver em seu condomínio.

Vejamos: desde a estrutura predial, analisando as condições do solo onde está encravada a edificação, passando pela fachada, pelas instalações elétricas, hidráulicas, de combate a incêndio (hidrantes, mangueiras, extintores, portas corta-fogo, sistema de pressurização de escadas, sistema de proteção contra descargas atmosféricas – SPDA, iluminação de emergência, rotas de fuga, escadaria e corrimãos, alarmes e detectores de incêndio), guarita, CFTV, portões de pedestres e de automóveis, interfones, antena coletiva, grupo gerador, sistema de aquecimento de água, elevadores, luz piloto, áreas impermeabilizadas, sistema de abastecimento de gás, esquadrias, pisos e revestimentos, indo até a parte que envolve o lazer dos condôminos, como piscina, sauna, churrasqueira, salão de festas, de jogos, quadra de esportes, squash, espaço gourmet, redário, pista de cooper, jardins e respectivo sistema automático de irrigação, etc., finalizando com halls de entrada, corredores, rampas, a própria garagem, quem sabe a pintura do piso do heliponto, sua grade de segurança e a biruta.

Não se esqueça de que cada item desses pode abranger outros, de igual importância. Citando alguns: na parte hidráulica, as caixas d’água, as diversas bombas, o barrilete, os vários encanamentos, expostos ou não, a reserva de água para combate a incêndio; na elétrica, o centro de medição, lâmpadas, temporizadores, sensores de movimento, placas solares, aquecedor de piscina, e por aí vai.

prédio CPQ4

Tome fôlego, tem mais! Mesmo que não se enquadre em manutenção propriamente dita, há que se checar periodicamente o mobiliário e equipamentos diversos – do salão de festas, da sala de cinema, do home office, da piscina, da sauna, da churrasqueira, do playground, da guarita, do escritório de administração, da academia, da brinquedoteca –, e aquele lustre suntuoso do hall principal.

– Ufa! Acabou?

Não!!! Nos quesitos segurança e saúde alguns documentos serão renovados anualmente, ou com maior periodicidade: o RIA, o Relatório de Inspeção Anual dos elevadores; AVCB, o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros; atestados de instalação elétrica e de gás; o laudo do SPDA, do grupo gerador; o atestado de limpeza das caixas d’água e de potabilidade da água consumida (semestral, em alguns municípios); CIPA, referente à NR-5; PCMSO, à NR-7; PPRA, à NR-9; Brigada de Incêndio.

– Posso tomar um copo d’água agora?

Pode, mas ainda tem que fiscalizar funcionários próprios e terceirizados, no uso de EPI, os equipamentos de proteção individual, atendendo à NR 6, além dos avisos legais obrigatórios.

Há quem ainda englobe o cuidado com as pragas urbanas, também conhecidas por “animais sinantrópicos”, como cupins, formigas, ratos, baratas, escorpiões, e outros.

Uma manutenção eficiente, portanto, pressupõe diversas frentes, variados controles e muita, muita atenção. E certamente passa por um rol de empresas especializadas, contratadas para uma eficaz prevenção, e, quando for o caso, em emergências.

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