Problemas recorrentes em condomínios2 – carro

Continuando a série dos famigerados “C’s” que podem tirar – e tiram! – o sono de muitos síndicos, vamos abordar hoje o carro, ou seja, as questões dele decorrentes, principalmente no ambiente garagem, palco de muitas discussões e desentendimentos.

Àqueles menos familiarizados com o termo, os cinco “C’s” são os problemas mais recorrentes em condomínios – cachorro, criança, carro, cano e calote, não necessariamente nessa ordem.

Talvez você, leitor, não goste muito, mas, como diversos artigos já foram postados aqui no blog, e, para não ser repetitivo, trago alguns para sua reflexão, onde se ressalta:

i) a questão do tamanho das vagas;

ii) a própria utilização da vaga com material de construção, entulho, móveis;

iii) aquela motocicleta estacionada junto com o automóvel, atrapalhando você a entrar no seu carro;

iv) o conforto que significa ter à disposição uma portaria 24 horas para você entrar e sair a qualquer hora e com segurança;

v) a importância de se visitar mais de uma vez a garagem de seu futuro lar, antes da decisão de compra ou locação do imóvel;

vi) o sorteio – ah!, o sorteio – das vagas, aquela assembleia concorrida, todos com ânimos exaltados;

vii) a possibilidade de, por inadimplência, mesmo participando da assembleia, restou a você aquela vaga meio apertada, coluna de um lado e rampa de outro;

viii) a “colaboração” extra de construtores e incorporadores quando entregam edifícios com menos vagas que o número de unidades habitacionais, ou vagas cuja utilização é impossível…

garagem à noite (2)

Seguem os links: https://condoreflexoes.com/2013/11/28/da-serie-inimigos-do-condominio-10/; https://condoreflexoes.com/2014/01/30/da-serie-viver-em-condominio-4/; https://condoreflexoes.com/2014/02/13/da-serie-o-condominio-ideal-3/; https://condoreflexoes.com/2014/04/01/sorteio-de-vagas-de-garagem-e-seus-percalcos/; https://condoreflexoes.com/2014/04/11/o-imponderavel-nos-sorteios-de-vagas-de-garagem-em-condominios/; https://condoreflexoes.com/2016/02/04/sorteio-de-vagas-de-garagem-em-condominios/; https://condoreflexoes.com/2017/03/23/as-diminutas-vagas-de-garagem/.

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Proprietário não responde por dívida condominial de antigo dono

Nesse final de ano de 2018 veiculou-se a notícia conforme o título deste artigo, em decisão do STJ, o Superior Tribunal de Justiça.

Num primeiro momento, tudo ficou algo confuso: como? E o caráter propter rem, no qual a dívida acompanha o bem, a coisa? Que entendimento era esse, da ministra Nancy Andrighi? Que inovação é essa?!

Ao ler as chamadas em várias mídias e comentários em alguns grupos de whatsapp de que participo, resgatei de meu arquivo eletrônico – onde havia guardado tal artigo, sem, contudo, tê-lo lido com atenção – e fiz uma leitura mais cuidadosa.

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Pois bem, a decisão não é, usando as palavras do Dr. André Junqueira em mensagem no whatsapp, “ruim ou inovadora como parece”. Sim, porque em determinado período o “edifício não preenchia os requisitos para ser considerado um condomínio, e, dessa forma, o débito teria natureza pessoal, devendo a cobrança ser enviada ao proprietário anterior”.

E, lembra a ministra, “uma vez constituído o condomínio, a jurisprudência do STJ aponta no sentido de que todas as obrigações condominiais decorrentes têm caráter propter rem.

Ufa! Que alívio!

A quem interessar o artigo na íntegra está no link https://www.conjur.com.br/2018-dez-31/proprietario-nao-responde-divida-condominial-antigo-dono. Acesso 4/01/2019.

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Precisamos comer menos carne de vaca para conseguir alimentar o planeta todo em 2050

Relatório do Instituto Mundial de Recursos (WRI, na sigla em inglês), alerta que países mais ricos devem diminuir drasticamente o consumo de carne de ruminantes para que seja possível alimentar a população mundial em 2050.

Isso porque esses animais requerem muita área de pasto e de plantação de soja que é usada em rações. Este espaço poderia ser usado para criar outros animais ou vegetais. Além disso, ruminantes liberam quantidades enormes de metano, um gás de efeito estufa. Carne de vaca é responsável por apenas 3% da dieta de um americano, mas é responsável por 50% das emissões.

Em 2050 precisaremos produzir 50% mais alimentos do que produzimos agora, mas o maior desafio será reduzir as emissões de gás de efeito estufa em 66%. Essa comida extra vai ter que ser produzida sem aumentar a área de fazendas que existem hoje, caso contrários as florestas do mundo serão destruídas.

A produção de gado e laticínios usa 83% das terras de fazendas, portanto é necessário aumentar a quantidade de alimento produzido por hectare. Também é importante cortar o desperdício de alimento que poderia muito bem ser consumido. O mundo todo joga 33% dos alimentos fora na colheita, transporte, venda e nas próprias casas das pessoas.

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Mudanças urgentes

“Temos que mudar como produzimos e consumimos comida, não apenas por motivos ambientais, mas porque é um problema de sobrevivência para os humanos”, diz Janet Ranganathan, vice-presidente de ciência e pesquisa da WRI.

Tim Searchinger, da WRI e também da Universidade de Princeton (EUA), alerta que precisamos mudar o sistema de produção com urgência: “se tentássemos produzir todo o alimento necessário em 2050 com os sistemas de produção atuais, o mundo teria que converter a maior parte das florestas”. Apenas a agricultura produziria metade das emissões de todas as atividades humanas.

Texto na íntegra: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2018/12/29/149448-precisamos-comer-menos-carne-de-vaca-para-conseguir-alimentar-o-planeta-todo-em-2050.html. Acesso 4/01/2019.

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Abelhas são declaradas os seres vivos mais importantes do mundo

A ciência já descobriu que as abelhas podem estar viciadas em agrotóxicos. Os pesticidas causam a mortedas produtoras de mel e seu desaparecimento pode acabar com a humanidade. Graças a isso, não foi uma grande surpresa quando, há 10 anos, oRoyal Geographical Society de Londres declarou as abelhas como seres vivos insubstituíveis.

O anúncio fez parte de uma competição denominada Earthwatch, cuja final foi entre as abelhas e os plânctons. Durante a apresentação, cientistas apresentavam argumentos para defender cada uma das espécies e as pessoas presentes deveriam votar em qual ser elas consideravam mais importante.

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As abelhas foram defendidas pelo Dr. George McGavin. Ele explicou ao público que 250 mil espécies de flores dependem das abelhas para se reproduzir. Além disso, muitas frutas e vegetais também ganham uma ajudinha delas, que tem impacto em cerca de90% da produção de alimentos no mundo.

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Sua importância é tanta que a cidade de Curitiba está espalhando abelhas sem ferrão em seus parques, como uma forma de disseminar árvores nativas. Na Suécia, foi erguido até mesmo um monumento para celebrar nossas amigas voadoras.

Clique nos links e leia mais.

Fonte: https://www.hypeness.com.br/2018/12/abelhas-sao-declaradas-os-seres-vivos-mais-importantes-do-mundo/. Acesso 23/12/2018.

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Conheça 10 formas de colaborar com o combate ao aquecimento global

Não existe dúvida de que mudança climática é uma realidade, e estamos começando a ver exemplos, como as chuvas torrenciais no Brasil

Os principais especialistas do mundo em clima fizeram seu aviso mais severo até agora: as ações já implementadas não são suficientes para atingir a meta de aquecimento global de 1,5ºC. Segundo relatório divulgado em setembro, a humanidade precisa se esforçar mais.

Não existe dúvida de que a mudança climática é uma realidade, e há diversos exemplos de como isso nos afeta, desde incêndios na Califórnia a chuvas torrenciais no Brasil.

Mas não devemos nos perguntar se o aquecimento global está acontecendo ou se é potencializado pelos seres humanos. A pergunta mais importante é: o que podemos fazer para freá-lo?

  1. Qual é a coisa mais importante que a humanidade deve fazer nos próximos anos – e o que isso significa para mim?

O objetivo número um? Limitar o uso de combustíveis fósseis como petróleo, carvão e gás natural e substituí-los por fontes de energia renováveis e mais limpas, aumentando a eficiência energética.

  1. Mudar como as indústrias são administradas ou subsidiadas não parece algo em que eu possa influenciar…ou eu posso?

Você pode. “Os indivíduos precisam exercer seus direitos tanto como cidadãos quanto como consumidores”, dizem Debra Robert, do IPCC, e outros especialistas, “pressionando governos e empresas a fazerem as mudanças necessárias em todo o sistema”.

  1. Fora isso, qual seria a melhor ação a tomar no meu dia a dia?

Um estudo de 2017, da Universidade de Lund (Suécia), listou 148 ações individuais sobre mudanças climáticas de acordo com seu impacto. Abdicar dos carros era a ação mais eficaz que um indivíduo poderia tomar (exceto não ter filhos – leia mais sobre isso abaixo). Os carros são mais poluentes em comparação com outros meios de transporte, como transporte público, bicicleta e seguir a pé.

  1. Mas a energia renovável não é muito cara?

Na verdade, as energias renováveis, como a eólica e a solar, estão se tornando cada vez mais baratas em todo o mundo (embora os custos finais dependam de circunstâncias locais). O último relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês) descobriu que várias das fontes de energias renováveis mais usadas, como solar, geotérmica, bioenergia, energia hidrelétrica e eólica em terra, vão custar o mesmo ou serão até mais baratas do que os combustíveis fósseis até 2020. Algumas já são mais econômicas.

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  1. Eu poderia fazer diferença mudando minha dieta?

Essa é mudança de comportamento muito importante. De fato, depois dos combustíveis fósseis, a indústria de alimentos – e, em particular, o setor de carnes e laticínios – é um dos que mais colaboram para a mudança climática. Se o gado fosse um país, seria o terceiro maior emissor mundial de gases de efeito estufa, depois da China e dos EUA.

  1. Quão prejudicial é viajar de avião?

Os aviões funcionam a partir de combustíveis fósseis e ainda não foi descoberta uma alternativa à altura. Embora alguns dos primeiros esforços para usar painéis solares para alimentar aeronaves ao redor do mundo tenham tido êxito, ainda estamos a décadas de distância de voos comerciais movidos a energia solar.

  1. Eu deveria fazer compras de forma diferente?

Provavelmente. Tudo o que compramos tem uma pegada de carbono, seja na forma como é produzido ou na forma como é transportado.

  1. Devo pensar em quantos filhos terei (ou não terei)?

O estudo de Nicholas concluiu que ter menos filhos é a melhor maneira de reduzir sua contribuição às mudanças climáticas, com quase 60 toneladas de CO² a menos por ano. Mas esse resultado é polêmico – e leva a outras questões.

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  1. Que diferença comer menos carne ou viajar menos de avião pode realmente fazer para o mundo?

Na verdade, não é só você. Sociólogos descobriram que, quando uma pessoa toma uma decisão rumo à sustentabilidade, outras pessoas também o fazem.

  1. E se eu simplesmente não puder evitar viagens de avião ou reduzir minha locomoção por meio de carros?

Se você simplesmente não puder fazer todas as mudanças necessárias, considere a possibilidade de compensar suas emissões a partir de um projeto verde confiável – não um “cheque em branco”, mas outro recurso para compensar o inevitável vôo ou viagem de carro.

[Matéria completa em http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2018/12/10/149100-conheca-10-formas-de-colaborar-com-o-combate-ao-aquecimento-global.html. Acesso 11/12/2018].

 

 

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Problemas recorrentes em condomínios1 – barulho

Conforme aventado no artigo Olhos bem abertos, publicado em 9/07/2018, vamos falar a respeito de cada um dos famigerados “C’s” que podem tirar – e tiram! – o sono de muitos síndicos.

Àqueles menos familiarizados com o termo, os cinco “C’s” são os problemas mais recorrentes em condomínios – cachorro, criança, carro, cano e calote.

Invariavelmente, em determinado momento, cada condomínio tem o seu “C” para administrar.

Assim, sem nos preocuparmos com uma sequência preestabelecida, ao barulho!

Provocado principalmente pelos dois primeiros – cachorro (leia-se animal de estimação) e crianças – e tido como o campeão das reclamações em condomínios, seja pelas diversas origens, seja pela intransigência daqueles não muito acostumados a viver nesse ambiente, o barulho é um problemão para o síndico.

Latidos, miados ou qualquer outro grasnado, arrulho ou chiado insistente do animal que ficou sozinho durante o dia (ou todo o final de semana!), brincadeiras e correrias de crianças, arrastar de móveis, som alto da televisão ou do rádio, obras e reformas, festas, enfim, uma miríade de situações que podem suscitar reclamações.

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É imprescindível que o regimento interno discipline essas condutas num texto claro, conciso e objetivo, estipulando sanções a quem as pratica.

Ao intransigente, que não respeita o descanso alheio, não há outra alternativa senão adverti-lo, multá-lo nas reiterações, observando as sanções estabelecidas nos normativos.

Sendo você a ‘vítima’ procure relevar, num primeiro momento, aguardando alguns minutos – quem sabe o barulho cessa! – e tentar um diálogo com quem esteja a provocá-lo, evitando ou minimizando eventuais desfechos que não interessam a ninguém.

Mas, constatado o desconforto é preciso que se faça o registro do evento no canal apropriado – livro ou folha de ocorrências, e-mail ou whatsapp do síndico – anotando dia e hora, natureza e descrição da ocorrência, fornecendo subsídios à administração para enquadrá-lo nas regras estabelecidas.

E, para não ser repetitivo, remetemos o leitor a alguns artigos do blog que abordam o tema, todos na categoria convivência, a exemplo do Barulho em condomínios, publicado em 22/04/2014.

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Cachalote achado morto na Indonésia engoliu 6 kg de plástico

Um cachalote encontrado morto num parque nacional na Indonésia tinha quase 6 kg de resíduos plásticos no estômago, incluindo 115 copos e dois pares de chinelos, comunicaram autoridades do parque nesta terça-feira (20/11/18).

O cetáceo de 9,5 metros de comprimento foi encontrado em águas rasas perto da ilha de Kapota, que faz parte do Parque Nacional de Wakatobi, a sudeste de Sulawesi, afirmou a direção do parque.

Homens extraem resíduos plásticos de carcaça de cachalote na Indonésia

A causa da morte é desconhecida, mas funcionários do parque encontraram quatro garrafas e 115 copos de plástico, 25 sacos plásticos, dois chinelos e um saco com mais de mil pedaços de linhas no estômago do animal.

A carcaça foi enterrada nesta terça-feira na maré alta, e os restos mortais serão usados para fins de estudo pela academia local de fuzileiros navais.

O parque é famoso entre os mergulhadores por sua grande área de recifes e pela vida marinha diversificada, que inclui arraias e baleias.

O cachalote é o maior animal com dentes no planeta. O cetáceo, que pode medir até 20 metros de comprimento, não faz parte da família das baleias, embora similaridades físicas levam muitos a descrever o cachalote como o arquétipo por excelência da baleia – muito também por seu protagonismo na obra Moby Dick, de Hermann Melville.

Em junho, a descoberta na Tailândia de uma baleia-piloto morta com 80 pedaços de lixo plástico em seu estômago virou manchete mundo afora.

Cinco países asiáticos – China, Indonésia, Filipinas, Vietnã e Tailândia – são responsáveis por até 60% dos resíduos plásticos que vão parar nos oceanos, segundo um relatório de 2015 da organização de ativismo ambiental Ocean Conservancy e do Centro de Negócios e Meio Ambiente da consultoria McKinsey.

A Indonésia, segunda colocada atrás da China no estudo de 2015 de má gestão de resíduos plásticos de populações que vivem perto de áreas costeiras, prometeu investir 1 bilhão de dólares por ano para reduzir os detritos plásticos no mar em 70% até 2025. Atualmente, o país produz 3,2 milhões de toneladas de resíduos plásticos por ano, dos quais 1,29 milhão de tonelada acaba nos oceanos.

Fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2018/11/21/148610-cachalote-achado-morto-na-indonesia-engoliu-6-kg-de-plastico.html. Acesso 23/11/18.

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