Aquela que se denomina, em termos politicamente corretos de ‘a melhor idade’, tem orientado o mercado imobiliário numa direção até então inimaginada.
Muitas incorporadoras aceitam ‘encomendas’, ainda na fase da planta, de adaptações nas unidades, para atender esse exigente e endinheirado público.
Algumas o fazem sem custo extra, e abrange vãos de portas mais largos, troca de louças e metais sanitários, instalação de barras de apoio, fixadores nos tapetes, vinculando vagas de garagem mais largas a essas unidades.
Pisos de borracha ou com materiais antiderrapantes, portas de correr, torneiras com registros monocomandos ou acionamento automático, tomadas instaladas entre 0,50 e 1,00 metro de altura, botões de emergência em todos os cômodos da casa e ao alcance das mãos, além da acessibilidade são itens que também pesam na hora da compra.
Antes mais comuns em empreendimentos de médio e alto padrão, os imóveis com adaptações e serviços para a terceira idade chegam ao padrão econômico.
A premissa básica é a de que o imóvel ideal para idosos, segundo a professora Sheila Ornstein, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, ‘deve evitar acidentes e permitir independência’.
