Você moraria?

Prédios tortos em Santos

A administração de condomínios traz um forte componente de grandes responsabilidades que é a manutenção, de uma forma geral.

Quando se pensa em recarga de extintores, na revisão do sistema de proteção contra descargas atmosféricas (para-raios), no correto funcionamento das portas corta-fogo, na verificação do grupo gerador e do sistema de pressurização de escadas, dentre outros, já se tem motivos de sobra para perder algumas horas de sono.

Então, é quando se lembra de incluir os equipamentos “periféricos”, acho que podemos chama-los assim. Trata-se dos itens de lazer, que podem ser muitos, como sala de ginástica – com diversos aparelhos –, sauna, os brinquedos do playground, para citar alguns, que são um sério acréscimo na preocupação já referida.

Os prédios tortos em Santos, no litoral paulista, são um caso à parte. Muito à parte.

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Além de tudo o que se mencionou até agora, há ainda a delicada questão da segurança dos edifícios, sua estabilidade e a segurança dos próprios condôminos e funcionários.

Em notícia publicada em meados deste ano de 2013, a prefeitura de Santos estava convidando os síndicos de, pelo menos, sessenta e cinco desses prédios, para que providenciassem laudos técnicos das estruturas.

De posse desses laudos, segundo a matéria, a prefeitura poderá exigir medidas de estabilização ou, mesmo, de realinhamento.

Um dos grandes nós a ser encarado é exatamente o do custo desses laudos, estimado em torno de R$ 40 a R$ 200 mil por edifício. O realinhamento custaria 15% do valor do imóvel.

Ainda segundo a mesma publicação tudo isso teria tido origem nas fundações curtas, de menos de dez metros de profundidade, onde fragmentos de rochas mais sólidos estariam a cinquenta metros de profundidade, isso nas décadas de 1950 e 1960. “Não houve estaqueamento por questões econômicas”.

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Sobre Orandyr Luz

Consultor, articulista e palestrante, especialista em gestão condominial. Autor dos livros "Evolução Histórica do Condomínio Edilício", São Paulo/SP: Editora Scortecci, 2013, "O condomínio daquela rua - Histórias e causos nesse ambiente peculiar", São Paulo/SP: Editora Biblioteca 24horas, 2015 e "O condomínio & você - Práticas de gestão condominial", Curitiba/PR: Ed. Juruá, 2018. Ciclista, leitor, cidadão.
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