Aos poucos, Madri vai se livrando dos carros

Até pouco tempo, muitos espanhóis não gostavam de andar de bicicleta ou caminhar longas distâncias. Mas, nos últimos dois anos, muita coisa mudou em Madri: agora existem ciclovias, ônibus e táxis foram reequipados.

E sem um selo ambiental, carros não podem mais dirigir no centro da cidade. Na área de Madri Central, qualquer pessoa que não seja residente ou tenha uma autorização especial só pode estacionar em edifícios-garagem.

E as medidas continuam: para promover ainda mais a mobilidade elétrica, serão criados, em 2019, 20 novos postos de recarga elétrica com 100% de energia renovável.

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Assim Madri se tornou uma referência mundial da economia compartilhada. Florescem plataformas de aluguel de carros, patinetes elétricos e táxis compartilhados. A capital se tornou uma metrópole de startups.

No primeiro trimestre de 2018, os investimentos diretos em Madri aumentaram 82%, para 4,5 bilhões de euros, em comparação com o ano anterior. Assim, 77% de todo o investimento direto na Espanha recaiu sobre a metrópole.

A cidade, governada por uma “roja”, também bate todos os recordes turísticos. No primeiro semestre de 2018, Madri registrou quase 5 milhões de visitantes, 5% a mais do que no mesmo período do ano passado.

Em sua maioria, os moradores estão satisfeitos com as mudanças. “A cidade definitivamente se tornou mais atraente”, diz Sonia Pérez, de 50 anos, que há anos usa a bicicleta ou patinete elétrico para se locomover em Madri.

Mas há também vozes contrárias. Com o projeto Madri Central, Carmena atraiu a ira principalmente do comércio varejista e dos cerca de 2 milhões de passageiros pendulares, que entram e saem diariamente da capital espanhola.

bikes madrid2

Por exemplo, a principal rua comercial foi bloqueada durante vários meses pelas reformas deste ano. Isso levou à perda de receita, reclama o lobby varejista Apreca.

“Informações prévias não chegaram a tempo e foram confusas, por isso muitas pessoas de outras cidades não vieram no primeiro fim de semana de dezembro”, afirma o engenheiro eletricista Fernando Rodríguez.

Também é problemático que as lojas só possam receber mercadorias em certas horas e que a coleta de lixo não seja mais executada duas vezes ao dia, como acontece em alguns bairros, mas apenas uma vez. “O ar pode ficar mais limpo no longo prazo, mas há mais lixo em todos os lugares”, reclama Rodríguez.

Fonte: Deutsche Welle (http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2018/12/20/149327-aos-poucos-madri-vai-se-livrando-dos-carros.html. Acesso 21/01/2019).

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Sobre Orandyr Luz

Consultor, articulista e palestrante, especialista em gestão condominial. Autor dos livros "Evolução Histórica do Condomínio Edilício", Editora Scortecci, 2013, São Paulo/SP, "O condomínio daquela rua - Histórias e causos nesse ambiente peculiar", Editora Biblioteca 24horas, 2015, São Paulo/SP e "O condomínio & você - Práticas de gestão condominial", Ed. Juruá, 2018, Curitiba/PR. Ciclista, leitor, cidadão.
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