Fachadas do Plano

O código civil não deixa dúvidas: é dever do condômino não alterar a forma e a cor da fachada, das partes e esquadrias externas, conforme preceitua o inciso III do art. 1.336.

A convenção do condomínio ou o regimento interno pode (deve!) esmiuçar a questão, regulamentando no empreendimento, dentro de suas peculiaridades, o que pode e o que não pode em relação à fachada.

Isso inclui, obviamente, a instalação de aparelhos de ar condicionado, tão caros neste nosso país tropical, proibindo e ou disciplinando quanto a toldos, placas, letreiros, faixas, inclusive aquelas de teor específico (político, esportivo, etc.), que são afixadas por tempo determinado.

Em alguns condomínios há que se disciplinar também a respeito de envidraçamento, definindo a cor do vidro e das esquadrias, o padrão, o modelo, as dimensões das lâminas de vidro, sua orientação, se vertical ou horizontal, mesmo que seja deliberado em assembleia, se omissa a convenção.

A previsão de multa ao condômino que não observar as regras, na convenção ou no regimento interno, é um instrumento muito eficaz, sem prejuízo de obrigá-lo a retornar o local ao status quo ante.

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(crednelsonkonimg)

É preciso ter em mente que a fachada não é propriedade exclusiva, faz parte de um todo e não pode ser alterada, qualquer elemento estranho ao projeto original caracteriza essa alteração, e é parte importante do patrimônio do condomínio.

Em algumas cidades percebe-se que há certo rigor, certo cuidado no trato com as fachadas do empreendimento, seja pela consciência coletiva, seja pela existência de leis específicas que estipulam periodicidade na sua revitalização, seja pela fiscalização, seja pelo fato de que não faltará iniciativa dos demais condôminos quando um deles resolve “aprontar”.

fachada bsb3

Já em outras se vê de tudo: toldos, faixas, ar condicionado um de cada modelo e modo de instalação…

Brasília, infelizmente, é uma dessas cidades em que as fachadas, definitivamente, não são respeitadas, pelo menos no Plano Piloto, onde predominam edificações baixas, de no máximo seis andares.

O síndico precisa exercer sua autoridade, respaldado pelas normas, exigindo que os condôminos ajam conforme os preceitos legais e não sob a máxima “sou proprietário aqui, faço que o quero”.

A fiscalização e a iniciativa de condôminos indignados com a desvalorização de seu próprio patrimônio também poderiam entrar em cena…

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Danos ao planeta serão desastrosos para saúde humana se ações não forem tomadas, diz relatório

A avaliação mais abrangente e rigorosa sobre o estado do meio ambiente, desenvolvida pela ONU Meio Ambiente durante os últimos cinco anos, foi publicada hoje (13/03/19) com um alerta de que os danos ao planeta são tão desastrosos que a saúde das pessoas será cada vez mais ameaçada se ações urgentes não forem tomadas.

O relatório, produzido por 250 cientistas de mais de 70 países, afirma que se não ampliarmos drasticamente a proteção ambiental, cidades e regiões na Ásia, Oriente Médio e África poderão testemunhar milhões de mortes prematuras até a metade do século. A publicação também alerta que os poluentes em nossos sistemas de água potável farão com que a resistência antimicrobiana se torne a maior causa de mortes até 2050 e com que disruptores endócrinos afetem a fertilidade masculina e feminina, bem como o desenvolvimento neurológico infantil.

Mas o estudo também destaca que o mundo tem a ciência, a tecnologia e os recursos financeiros de que precisa para seguir na direção de um caminho de desenvolvimento mais sustentável, embora ainda falte apoio suficiente do público, das empresas e de líderes políticos, que se agarram a modelos ultrapassados de produção e desenvolvimento.

O sexto Panorama Ambiental Global foi lançado enquanto ministros do Meio Ambiente de todo o mundo participam do fórum ambiental de mais alto nível do planeta, em Nairóbi. Na pauta das negociações da Quarta Assembleia da ONU para o Meio Ambiente, estão questões críticas como o fim do desperdício de alimentos, a difusão de carros elétricos e o combate à poluição plástica nos oceanos, entre muitos outros desafios urgentes.

“A ciência é clara. A saúde e a prosperidade da humanidade estão diretamente ligadas ao estado do nosso meio ambiente”, afirmou Joyce Msuya, diretora-executiva interina da ONU Meio Ambiente. “Esse relatório é um panorama para a humanidade. Estamos numa encruzilhada. Vamos continuar no nosso caminho atual, que levará a um futuro sombrio para a humanidade, ou vamos dar uma guinada para um caminho de desenvolvimento mais sustentável? Essa é a escolha que nossos líderes políticos têm que fazer, agora.”

Iquitos, Peru. Foto NASA-Good Free Photos

Foto: NASA/Good Free Photos

Opções de políticas inovadoras

A projeção futura de um planeta saudável com pessoas saudáveis baseia-se em um novo modo de pensar, em que o modelo “cresça agora, limpe a bagunça depois” é substituído por uma economia de “lixo-quase-zero” até 2050. De acordo com o Panorama, investimentos verdes de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) dos países trariam um crescimento no longo prazo tão alto quanto o previsto atualmente, mas com menos impactos das mudanças climáticas, escassez de água e perda de ecossistemas.

Atualmente, o mundo não está no caminho para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030 ou mesmo até 2050. Ações urgentes são necessárias agora, uma vez que qualquer atraso nas ações climáticas aumenta o custo de alcançar as metas do Acordo de Paris, pode reverter o nosso progresso e, em algum momento, tornar essas metas impossíveis.

O relatório aconselha a adoção de dietas com menor consumo intensivo de carne e redução do desperdício de alimentos, tanto em países desenvolvidos quanto em países em desenvolvimento. Isso reduziria em 50% a necessidade de aumentar a produção de comida para alimentar a população estimada de 9 a 10 bilhões de pessoas no planeta em 2050. Atualmente, em nível global, 33% dos alimentos comestíveis são desperdiçados e 56% do desperdício acontece em países industrializados, afirma o relatório.

Embora a urbanização esteja acontecendo globalmente num nível sem precedentes, o sexto Panorama Ambiental Global aponta que o fenômeno pode apresentar uma oportunidade para aumentar o bem-estar dos cidadãos, ao mesmo tempo em que diminui a pegada ambiental deles por meio de uma governança aprimorada, planejamento do uso da terra e infraestrutura verde. Além disso, o investimento estratégico em áreas rurais reduziria a pressão para que as pessoas migrem para as cidades.

O relatório pede ação para conter o fluxo de 8 milhões de toneladas de poluição plástica que vão parar nos oceanos a cada ano. Embora o problema tenha recebido cada vez mais atenção nos últimos anos, ainda não há um acordo global para enfrentar o lixo marinho.

Os cientistas observam avanços na coleta de estatísticas ambientais, particularmente de dados geoespaciais, e destacam que há um enorme potencial para avançar no conhecimento usando o big data e colaborações mais fortes em coleta de dados entre parceiros públicos e privados.

Ao invés de lidar com questões individuais, como a poluição da água, políticas que lidam com os sistemas na sua integridade, tais como energia, alimentação e resíduos, podem ser muito mais efetivas. Por exemplo, um clima estável e um ar limpo estão interligados. As ações de mitigação climática para alcançar as metas do Acordo de Paris custariam cerca de 22 trilhões de dólares, mas os benefícios de reduzir a poluição do ar poderiam equivaler a 54 trilhões de dólares.

“O relatório mostra que já existem políticas e tecnologias para traçar novos caminhos de desenvolvimento que evitarão esses riscos e levar saúde e prosperidade para todas as pessoas”, afirmaram Joyeeta Gupta e Paul Ekins, que copresidiram o processo do GEO-6.

“O que falta atualmente é a vontade política de implementar políticas e tecnologias a uma velocidade e escala suficientes. A quarta Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que está em curso nesta semana em Nairóbi, precisa ser o momento no qual os formuladores de políticas enfrentam os desafios e aproveitam as oportunidades de um futuro muito mais brilhante para a humanidade”, complementam.

Matéria completa em: https://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2019/03/14/150921-danos-ao-planeta-serao-desastrosos-para-saude-humana-se-acoes-nao-forem-tomadas-diz-relatorio.html. Acesso 2/05/2019.

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E se o síndico ficar inadimplente?

A assembleia foi tranquila, a frequência até que expressiva, afinal se tratava da eleição do síndico, o resultado agradou a todos, bem, a quase todos…

Um condômino presente se candidatou, mas acabou perdendo – por poucos votos, é bom que se diga – e seu rival nem estava presente!

Pode sim o síndico ser eleito sem estar presente na AGO, afinal não há nenhum dispositivo legal que proíba, a menos que a convenção dispuser diferentemente.

Mas, não é isso que vamos abordar.

skyline MVD (17)

Poucos meses depois, o síndico eleito ficou inadimplente; começou com uma impontualidade e agravou mais tarde, por razões que não nos compete comentar.

A inadimplência do síndico fica incompatível com o cargo, pois um dos pressupostos na gestão condominial é exatamente o compromisso do condômino contribuir para as despesas do condomínio.

Ao condômino inadimplente é negado por lei o direito de votar nas deliberações da assembleia e delas participar. Ora, a presença do síndico é fundamental nas assembleias, e como ele está submetido a essa norma geral o imbróglio está instalado.

Como vai o síndico, a quem compete exclusivamente a responsabilidade de cobrar aos inadimplentes, cobrar a si próprio, mesmo que administrativamente?

Indo mais longe, apenas para focar também no aspecto prático, como vai representar o condomínio numa hipotética ação de cobrança em face de… si mesmo?

Cenários possíveis: (1) o síndico renuncia voluntariamente; (2) ele não renuncia (3) o síndico ‘encobre’ essa situação o mais que pode; (4) essa condição é posta em assembleia convocada por um quarto dos condôminos.

Em (1), a solução mais recomendada: ficando o síndico inadimplente é configurado um problema essencialmente ético, como salientado.

Caso ocorra (2), o conselho seria ‘convidado’ a participar da questão, conversando amigavelmente com o síndico, sugerindo sua renúncia.

Já em (3), o que é possível em condomínios em que não há uma efetiva participação de todos, quando ‘descoberto’, dificilmente o síndico irá convocar uma assembleia para destitui-lo.

Então, (4) se apresenta, quando o plenário da assembleia é soberano para promover sua destituição.

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Por que a água é uma das coisas mais preciosas do Universo

Talvez você não possa vê-la o tempo todo. Mas ela está presente em tudo o que nos cerca.

Formada por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio, a água é abundante no universo, inclusive na Terra, onde cobre grande parte de sua superfície.

Também é o maior constituinte dos fluidos dos seres vivos – 60% do nosso corpo é composto de água.

Cada molécula de água na Terra – dentro de você ou de qualquer outro ser vivo – existe há bilhões de anos.

A água chegou em asteroides e cometas dos confins do Sistema Solar.

Esses corpos celestes eram resquícios das grandes nuvens de poeira e rochas que não se tornaram planetas.

Depois de chegar à Terra, essa água esteve presente em rochas, ar, animais, plantas e em nós mesmos.

Ou seja, essa lágrima que sai do seu olho pode ter estado dentro de dinossauros, bactérias, nuvens, geleiras e muito mais.

água água

A água não segue as regras normais da química.

Inicialmente, deveria ser um gás em nosso planeta, uma vez que é feita de átomos muitos leves de oxigênio e hidrogênio.

E, diferentemente de outro elemento químico, quando a água congela, ela se expande.

Ou seja, o gelo flutua na água, o que é, na verdade, muito estranho.

Essa propriedade foi muito útil durante as várias eras glaciais.

Ajudou, por exemplo, a isolar a água no subsolo, permitindo a sobrevivência e evolução de espécies embora a superfície de nosso planeta estivesse completamente congelada.

E isso não é tudo.

Você sabia que a água quente congela mais rápido do que a água fria? Ninguém sabe por quê.

A água também pode fluir para cima, desafiando a força da gravidade.

É dessa forma que o oxigênio e os demais nutrientes chegam às extremidades do nosso cérebro e como as plantas absorvem a água do subsolo

E mais uma coisa: nosso Sistema Solar está cheio d’água.

Por muito tempo, pensamos que estávamos sozinhos na Terra com tanta água.

Mas, na verdade, ela está presente em planetas vizinhos e no restante do universo.

Sabemos agora que há água na Lua, em Marte e até em Plutão.

E onde existe água, pode haver vida.

Então, coloque um pouco de água em um copo. Admire essa substância que não tem cor, cheio ou sabor.

Sem ela, nem nós nem nosso mundo existiríamos.

Fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2019/03/01/150720-por-que-a-agua-e-uma-das-coisas-mais-preciosas-do-universo.html. Acesso 17/04/2019.

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Áreas de lazer, sobretudo segurança e tranquilidade

Os itens de lazer do condomínio podem ser determinantes na escolha do local de moradia da família.

É exatamente por isso que os chamados condomínios-clube, aqueles com inúmeras áreas de lazer – piscinas, quadras de esporte, salões de jogos, salões de festas, salas de ginástica, espaço gourmet, cinema, playground, berçário, brinquedoteca, espaço para ensaio musical, divulgado pelas incorporadoras como garage band, saunas, pista de cooper, dentre outros – têm tido muito sucesso na sua implementação, tremenda aceitação no mercado.

área de lazer

Por que será?

Ter tudo isso à mão, sem precisar pegar o carro, sair à rua, enfrentar o trânsito, a incessante procura por uma vaga, o próprio custo envolvido ao estacionar o veículo, a incerteza de que o carro estará intacto, enfim, pode valer muito, a depender da cidade onde se mora.

Nas grandes cidades, afinal, segurança é preponderante. E não ter que sair de casa para caminhar, fazer ginástica, praticar algum esporte, assistir a um filme (ou uma boa partida do esporte preferido) ou cozinhar com amigos, uma bela sessão de sauna… ou, em relação aos “pequenos”, não precisar sair de casa para brincar, estudar, tocar um instrumento, jogar bola ou comemorar o aniversário com os amiguinhos são coisas bem relevantes e que potencializam a moradia segura.

Tudo isso remete também à manutenção: é preciso que a administração se dedique com afinco para deixar tudo em pleno funcionamento, equipamentos revisados periodicamente, iluminação checada, tudo limpo e pronto para uso.

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A Austrália vai plantar um bilhão de árvores

O governo australiano anunciou que vai plantar um bilhão de novas árvores até 2050, como parte de uma vasta campanha destinada a cumprir as metas climáticas estabelecidas pelo Acordo de Paris.

Até 2030, isso contribuiria para a remoção de 18 milhões de toneladas de gás de efeito estufa por ano, em um país que atualmente produz mais de 500 milhões de toneladas de CO2 equivalente por ano.

De acordo com o primeiro-ministro Scott Morrison, o plano do governo também apoiaria empregos em um setor que contribui com mais de US$ 16 bilhões para a economia nacional.

Um relatório nacional de 2018 aponta que a Austrália tem a sétima maior área florestal do mundo, cobrindo 17% de sua extensão terrestre.

árvores Austrália

Plante uma árvore

A notícia se encaixa perfeitamente com uma nova pesquisa realizada por cientistas do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, que concluíram que uma ampla campanha de plantio de árvores em todo o mundo poderia afetar significativamente as emissões líquidas de gases de efeito estufa no mundo.

O pesquisador Thomas Crowther disse ao jornal The Independent que as árvores são “nossa arma mais poderosa na luta contra as mudanças climáticas”.

“É uma coisa linda porque todos podem se envolver. As árvores literalmente apenas tornam as pessoas mais felizes em ambientes urbanos, melhoram a qualidade do ar, a qualidade da água, a qualidade dos alimentos, o serviço ecossistêmico, é uma coisa tão fácil e tangível”, esclareceu.

Um bilhão de árvores é um começo impressionante, é claro, mas ainda um longo caminho até as trilhões de árvores extras que Crowther e seus colegas julgam que a Terra poderia suportar. [FuturismBloomberg]

Fonte: Hypescience

http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2019/02/20/150542-a-australia-vai-plantar-um-bilhao-de-arvores.html. Acesso 3/04/2019.

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O bicicletário, as bicicletas e outros que tais

Nesses tempos de valorização da mobilidade nos centros urbanos o que, decididamente, não pode faltar no condomínio é o bicicletário. Mesmo com o aumento na oferta de bicicletas compartilhadas nas grandes cidades, o número de pessoas que prefere ter a sua é igualmente expressivo.

O bicicletário, conceitualmente, é o lugar para se guardar… bicicletas!

Porém, na prática, não é isso que se observa na maioria dos condomínios: guarda-se de tudo lá, desde carrinhos de bebê, botas de esqui, malas, sacolas, barracas de camping, etc.

O síndico, às vezes, tem dificuldade de organizar isso, frente a tantas outras prioridades na gestão do condomínio.

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Talvez o primeiro passo seja a revisão do Regimento Interno, documento que disciplina as regras de convivência; é nele que se registra o que pode e o que não pode nesse e em outros locais.

Por exemplo, regulamentar que as bicicletas – e seus congêneres, como triciclos infantis, patinetes, etc. – deverão ser guardadas somente no bicicletário e identificadas com o número da unidade e proprietário, sugerindo, ainda, que se utilize de correntes, cabos e cadeados.

Outro quesito que pode tirar o sossego do síndico é quando há vários itens abandonados.

Caso não esteja previsto na convenção, ou no próprio regimento interno, poder-se-ia elaborar uma circular orientando que bicicletas ou outros bens que forem abandonados na área comum serão catalogados e, depois de decorridos sessenta (60) dias do aviso entregue sob protocolo aos condôminos, serão doados à instituição de caridade, depois de ratificado em assembleia.

E, a exemplo da garagem, identificar e sortear as “vagas” (no piso, ou fixadas na parede) no bicicletário. Sim, porque um ponto de atrito recorrente é quando – bicicletário lotado – o condômino, que posiciona sua ‘magrela’ sempre naquele suporte, quando retorna de um passeio percebe que há outra na sua vaga.

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Fumar mata também o planeta

Todos sabem que fumar faz mal para a saúde, mas quantos conhecem os prejuízos que o tabaco traz para o planeta?

A planta deixa um rastro de destruição do momento em que as sementes são plantadas até o momento em que suas folhas secas e picadas são queimadas pelos 1,1 bilhão de fumantes espalhados pelo mundo.

O plantio e a secagem das folhas – a chamada cura – são responsáveis por mais de 75% da pegada de carbono do tabaco. Os processos requerem muita terra, água e energia, além de pesticidas e fertilizantes que poluem rios próximos e águas subterrâneas e degradam o solo.

Embora represente um mal menor em comparação a grandes vilões do desmatamento global, como palmeiras ou plantações de soja, o tabaco tem um grande impacto em nível local. “Por exemplo, na Tanzânia”, diz Sonja von Eichborn, diretora da ONG Unfairtobacco, o tabaco é responsável por até 6% do desmatamento anual, e a tendência é que esse percentual aumente. No Paquistão, as plantações já respondem por quase 27% do desmatamento anual, segundo dados da OMS.

cigarro_ciclo de vida do tabaco

O transporte e fabricação de cigarros elevam ainda mais a equação tóxica. De acordo com a Unfairtobacco, a indústria utiliza 2,4 milhões de toneladas de papel e papelão por ano para produzir embalagens.

Além disso, um outro problema são as bitucas de cigarro. Dos quase 6 trilhões de cigarros fumados a cada ano, 4,5 trilhões são descartados a céu aberto. Estatísticas do Programa das Nações Unidas para o meio ambiente (Pnuma) confirmam que elas são o resíduo mais comum de plástico de uso único.

Feitos de um tipo de plástico não biodegradável, as pontas de cigarro podem levar uma década para se degradar, período em que o vento ou a chuva podem facilmente carregá-las para rios e oceanos, onde liberam produtos químicos tóxicos, como ácido acético e arsênico.

Segundo o Parlamento Europeu, uma única ponta de cigarro tem potencial para poluir até mil litros de água com substâncias tóxicas que podem entrar na cadeia alimentar humana. E elas invariavelmente estão no topo da lista de lixo de limpezas urbanas e costeiras, representando entre 30% e 40% de todos os itens coletados a cada ano.

As grandes quantidades de pontas de cigarros também permanecem nos esgotos. Enquanto algumas cidades ao redor do mundo multam os infratores – em Paris, a multa para quem joga bituca na rua custa 68 euros, e em Londres até 150 libras – Von Eichborn acredita que a indústria do tabaco deveria assumir uma responsabilidade maior sobre esse lixo.

Matéria completa em http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2019/03/01/150726-fumar-mata-tambem-o-planeta.html. Acesso 20/03/2019.

Fonte: Deutsche Welle

 

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Assembleia de instalação

De extrema relevância para o condomínio é a assembleia geral de instalação – AGI, a gênese da vida condominial, como entendemos comumente, mas, evidências demonstram, as pessoas não a levam tão a sério como deveriam, apenas se enlevam com o clima festivo desse dia.

Ao final desse importante evento, sua primeira assembleia, o condomínio passa da condição de construção para a condição de utilização, o que significa que, a partir daí, a incorporadora se afasta definitivamente de sua gestão, passando-a aos condôminos, que assumem todos os seus ônus e custos.

Nessa assembleia, como costuma acontecer, se aprova uma previsão do rateio ordinário, aquele permanente para as despesas corriqueiras, e do rateio de implantação, aquele temporário para a compra do que se chama de “enxoval”, isto é, mobiliários, lixeiras, baldes, porta-papéis e saboneteiras, tapetes, protetor para os elevadores, e tantos outros itens, quando nada disso é entregue pela construtora.

Ainda nessa assembleia, que é convocada pela construtora ou incorporadora, pode haver indicação ou apresentação de uma administradora de condomínios, cabendo aos condôminos ratificá-la ou rejeitá-la, sem qualquer imposição.

E, igualmente sem qualquer imposição, se elege o síndico, o subsíndico e os conselheiros.

Também na AGI, desde que previsto no edital de convocação, é comum se decidir a respeito de eventual fechamento de sacadas, quando se estabelece os parâmetros técnicos, se for esse o entendimento do plenário.

Mas, o mais importante – não que não sejam relevantes as questões já pontuadas – é a minuta da convenção, um dos documentos sem o qual o empreendimento não pode ser incorporado como condomínio edilício. Ou seja, o incorporador somente poderá negociar as unidades autônomas, antes mesmo de assentar o primeiro tijolo, após ter arquivado no cartório de registro de imóveis, dentre outros documentos, a minuta da convenção, como pode ser conferido no art. 32, letra “j” da 4.591, a lei de incorporações de 1964.

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Pois bem, quase ninguém se dá conta de que essa minuta, após a AGI, de forma tácita, mesmo que não tenha sido objeto de deliberação, passa a ser a convenção do condomínio, sua mais alta referência normativa, sua Carta Magna, sua Constituição.

Isso, via de regra, sem qualquer análise prévia ou avaliação por parte dos agora condôminos.

Claro, há incorporadoras e incorporadoras. Mas, em grande número de condomínios se percebe que essa minuta – que agora é a sua convenção, mesmo que lá esteja escrito ‘Minuta da Convenção’, e, para ser alterada, (a) precisa de dois terços dos condôminos, (b) envolve expressivos recursos e (c) tempo! – contém dispositivos esdrúxulos, alguns ilegais, outros imorais.

Nesse sentido, temos orientado que os adquirentes de unidades autônomas em condomínios se organizem numa comissão, ainda durante a construção do empreendimento.

Essa comissão seria constituída para (i) analisar o texto da minuta da convenção e do regimento interno, (ii) promover reuniões com algumas administradoras, coletando orçamentos daquelas avaliadas positivamente, (iii) em contato com a incorporadora ou com a ajuda da (futura) administradora, estudar os rateios, dimensionando, mesmo que provisoriamente, a força de trabalho necessária e os insumos a serem adquiridos mensalmente, (iv) examinar o conjunto de instalações voltadas à segurança e elaborar estudo prévio de viabilidade técnico-financeiro para eventual complemento, (v) listar os equipamentos que pressupõem manutenção preventiva, contatar respectivas empresas e solicitar minuta de contratos, computando os valores mensais, (vi) avaliar a área ajardinada e o parque aquático para levantar custos para sua manutenção e limpeza, mapeando fornecedores no entorno, quando possível, (vii) pesquisar modelos, opções e cotações para possível fechamento da sacada e área de serviços, (viii) acompanhar, na fase final, as obras nas áreas comuns, (ix) providenciar estudos e cotações sobre os valores do seguro obrigatório, e outras providências, a depender das particularidades do condomínio.

Você pode solicitar uma cópia da minuta da convenção ainda no estande de vendas do futuro empreendimento; ou, sim, exigi-la, quando decidir pela compra, mesmo que as obras não tenham ainda sido iniciadas.

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Fazer isso poderia cancelar nossas emissões de CO2

Finalmente, parece que temos uma boa notícia em relação ao aquecimento global. Um novo estudo mostra que replantar em grande escala as florestas do mundo seria uma arma eficiente contra as mudanças climáticas. Segundo os pesquisadores, este reflorestamento em massa “sugaria” dióxido de carbono suficiente da atmosfera para anular uma década de emissões humanas.

Segundo os autores, há espaço para mais 1,2 trilhões de árvores em parques, bosques e terras abandonadas em todo o planeta. Se tal meta fosse alcançada, superaria qualquer outro método já proposto para combater as mudanças climáticas – “desde a construção de turbinas eólicas a dietas vegetarianas”.

árvore

O Project Drawdown é um grupo que compara a capacidade e os méritos de diferentes técnicas de corte de emissões de gases de efeito estufa. Atualmente, eles colocam a energia eólica em terra e a melhora da reciclagem de geladeiras e ar-condicionados no topo de sua lista de melhores métodos para conter o efeito estufa. Se implementadas em uma escala realista, cada uma dessas técnicas reduziria mais de 80 gigatoneladas de emissões. O reflorestamento ficam em 15º lugar, com uma economia de apenas 18 gigatoneladas.

Porém, a nova pesquisa utilizou seus dados recém-descobertos para estimar a escala potencial de captura de carbono que poderia ser alcançada com o plantio de árvores para tentar revelar seu verdadeiro potencial.

“Há 400 gigatoneladas agora, nos 3 trilhões de árvores, e se você escalar isso em mais trilhões de árvores, isso é da ordem de centenas de gigatoneladas capturadas da atmosfera – pelo menos 10 anos de emissões antrópicas completamente aniquiladas”, prevê Crowther, ecologista do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça.

“Não estamos visando áreas urbanas ou agrícolas, apenas terras degradadas ou abandonadas, e isso tem o potencial de enfrentar os dois maiores desafios do nosso tempo – a mudança climática e a perda de biodiversidade. É uma coisa linda porque todos podem se envolver. As árvores literalmente apenas tornam as pessoas mais felizes em ambientes urbanos, elas melhoram a qualidade do ar, a qualidade da água, a qualidade dos alimentos, o serviço ecossistêmico, é uma coisa tão fácil e tangível”, aponta Crowther.

A tarefa é ao mesmo tempo simples e complexa – são só árvores, mas são muitas árvores. Se a pesquisa for aceita e difundida por toda a comunidade científica, podemos ter descoberto uma nova fonte de esperança para o planeta.

Fonte: Hypescience

Matéria completa em: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2019/02/20/150539-fazer-isso-poderia-cancelar-nossas-emissoes-de-co2.html. Acesso 6/03/2019.

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