A falta d’água e os condomínios

“Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe”, diz o dito popular.

Quando se pensa na água – que insiste em não sair de algumas torneiras em residências país afora apesar de que se paga regiamente pelo serviço e pela sua competente administração – é bom que não levar muito ao pé da letra o tal ditado.

Chamada pela imprensa de ‘tragédia’ a partir de boletins oficiais, a denominada “crise hídrica” que ora nos afeta é uma tese difícil de comprar, pela previsibilidade que o atual cenário foi se desenhando ao longo dos últimos dois ou três anos.

A propalada inépcia de governos que insistiram aqui e acolá em priorizar acionistas das companhias que administram a água em diversos municípios brasileiros, ou não promover robustos investimentos em infraestrutura de captação e distribuição, pelo menos está servindo para evidenciar a todos nós a finitude desse bem sem o qual a vida não vinga.

Como brasileiros, vamos certamente fazer nossa parte, investindo tempo e recursos de que não dispomos para improvisar coleta e reuso tanto da água de chuva quanto de parte da água servida.

água é vida1

E os condomínios, grandes consumidores de água, têm dado exemplos de que estão efetivamente preocupados e envolvidos com a questão quando seus síndicos adotam posturas administrativas visando à economia e ao uso racional, diminuindo a frequência na limpeza de determinadas áreas, e mesmo suprimindo itens de lazer, de certa forma constrangendo aqueles moradores que habitualmente delas se utilizavam.

Espera-se, longe de pensar que isso permitiria desperdiçar o tão precioso líquido no futuro, que tal situação seja contornável no âmbito governamental, e que não mais tenhamos de ficar reféns – unicamente – dos humores de ‘São Pedro’.

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Uma ideia brilhante!

Você sabe o que é isso, na foto abaixo?

biblioteca livre Brasília

Não?!

Um mero ponto de ônibus, ou, como é conhecido aqui em Brasília, uma ‘parada’ de ônibus na W3 Norte.

O que há de especial?

Uma biblioteca aberta, livre a quem quiser levar um livro, ou àqueles que queiram disponibilizar algum.

Como se mantém?

O proprietário de um açouque aqui na Capital Federal organiza e abastece cada uma dessas paradas, pelo menos na Asa Norte, isso nos dois lados da via W3.

Já me servi em ambos os sentidos: estou lendo um livro que lá peguei e também levei alguns livros que já tinha lido.

Parabéns a essa linda iniciativa, que poderia muito bem servir de exemplo a outras cidades brasileiras.

Aliás, há que citar o projeto da ‘biblioteca das barcas’, no Rio de Janeiro, adotado pela empresa que as administra, a partir da iniciativa do desembargador José Geraldo da Fonseca.

Quem quiser ler mais a este respeito pode acessar o link http://www.editorajc.com.br/2014/11/espalhando-leitura-pela-baia-de-guanabara/?utm_source=oab&utm_medium=email&utm_content=boletim&utm_campaign=conteudo.

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Fraude no pagamento de boletos de condomínio

Já se disse uma vez que ‘administrar condomínios é uma sina’.

Cada dia mais complexos, na sua estrutura física, organizacional, na hora de prever, provisionar e recolher os tributos, enfim, na sua gestão propriamente dita.

Não bastassem as inúmeras questões com que se envolver na administração condominial, mais esta: um vírus que altera a linha digitável de boletos das cotas condominiais.

O vírus chega ao usuário por meio de e-mails com links e anexos que, ao serem acessados pelas vítimas, instalam o programa na máquina.

Ao franquear um boleto online, em qualquer site, a praga identifica o boleto e altera a linha digitável para desviar a agência e conta do cedente para uma conta determinada pelo vírus. Para impedir a vítima de usar o código de barras, o vírus insere um espaço em branco no meio do código, o que fará com que leitores de código de barra acusem erro.

Caso o boleto seja pago usando a linha digitável, o valor, em vez de ser depositado na conta do condomínio, ou mesmo da administradora, irá para a conta dos bandidos. O valor e o vencimento do documento não são alterados, diminuindo as chances de o problema ser percebido.

fraude em boletos

Quando se pensa que aquele compromisso está devidamente quitado, qual a surpresa quando é informado de que está inadimplente com aquela taxa.

Isso não é propriamente uma novidade, está em curso desde 2013, e empresas especializadas têm trabalhado na solução do problema.

Para a Febraban – a Federação Brasileira de Bancos, uma forma segura de pagar os boletos de condomínio é usar o Débito Direto Autorizado (DDA). Mas para usar o serviço, o cliente precisa se cadastrar como sacado eletrônico nas instituição financeiras na qual tem conta.

É preciso estar ‘antenado’.

Ao receber seu boleto por e-mail, atualmente um meio bastante utilizado, ecologicamente correto inclusive, sem que se perceba, o computador do condômino fica infectado e a alteração é processada.

O crédito, em vez de ser depositado na conta do condomínio, ou mesmo da administradora, vai direto para os bandidos.

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Crise da água é principal risco para 2015, revela pesquisa

Qual é o item que pode gerar maior impacto no mundo em 2015? A crise da água aparece em primeiro lugar em pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial com cerca de 900 especialistas. Foi a primeira vez, desde 2007, que a economia não apareceu como principal risco para o planeta.

Anualmente, os principais líderes do mundo se reúnem na cidade suíça de Davos para debater os grandes temas mundiais. Antes do encontro – que será realizado na próxima semana –, os organizadores realizam pesquisa com os temas que mais preocupam a elite econômica, política e social do planeta.

Nos últimos anos, a economia apareceu isolada como principal preocupação em termos de impacto: colapso do preço dos ativos entre 2007 e 2010, crise fiscal em 2011, problema sistêmico nas finanças globais em 2012 e 2013 e crise fiscal em 2014. Neste ano, porém, a pesquisa mostra que a crise da água é o tema com maior probabilidade impactar o planeta.
crise da água

A pesquisa também questiona sobre o problema mais provável para os próximos dez anos.
A saída dos temas econômicos da lista de preocupações acontece em período em que os Estados Unidos deixam o pior da crise e se preparam para retomar o crescimento mais vigoroso e a normalidade da economia. A crise, contudo, ainda é viva na zona do euro e dá cada vez mais sinais em países emergentes.

Outros temas – Depois da água, os entrevistados citaram como outros temas preocupantes a rápida disseminação de doenças infecciosas e as armas de destruição em massa.

A pesquisa também questiona sobre o problema mais provável para os próximos dez anos. Para os entrevistados, os problemas que têm maior probabilidade de acontecer são: conflito internacional com impacto regional, eventos climáticos extremos, problema de governança nacional, crise ou colapso de Estados e, em quinto na lista, o único item econômico: elevado desemprego estrutural.

“O risco geopolítico aparece em destaque em 2015 após período de ausência do panorama de riscos principais durante a última meia década. Com a geopolítica influenciando cada vez mais a economia global, estes riscos são três dos cinco mais prováveis e dois dos que apresentam maior impacto potencial para 2015”, diz a pesquisa divulgada pela organização do Fórum Econômico Mundial. (Fonte: Eco Desenvolvimento)

Crise da água é principal risco para 2015, revela pesquisa

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Vida marinha está à beira da extinção em massa

Um grupo de cientistas concluiu que os humanos estão prestes a causar um dano sem precedentes aos oceanos e os animais que vivem neles.
“Podemos estar sentados à beira do precipício de uma grande extinção”, afirmou Douglas McCauley, ecologista da Universidade da Califórnia e autor do estudo, publicado na revista Science.
oceano-atlántico-pacífico
Segundo McCauley, ainda há tempo para evitar uma catástrofe maior. Isso porque, comparados com os continentes, os oceanos estão quase intactos.
“Os impactos estão aumentando, mas não estão tão graves a ponto de não podermos reverte-los”, afirmou Martin Pinsky, biólogo marinho da universidade Rutgers e coautor do estudo.

Notícia completa em http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2015/01/20/112239-vida-marinha-esta-a-beira-da-extincao-em-massa.html

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O impacto da urbanização na biodiversidade

Até 2050, estima-se que 6,3 bilhões de pessoas viverão nas cidades em todo o mundo, número que representa um aumento de 3,5 bilhões em relação aos dados de 2010.

Este é considerado o maior e mais rápido período de expansão urbana da história da humanidade, segundo considerações do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, no prefácio do livro “Panorama da Biodiversidade nas Cidades – Ações e Políticas – Avaliação global das conexões entre urbanização, biodiversidade e serviços ecossistêmicos”, que acaba de ser publicado em português com o apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

De acordo com o titular da ONU, as novas demandas transformarão a maioria das paisagens, tanto as naturais quanto as edificadas. “O crescimento urbano terá impactos significativos sobre a biodiversidade, os habitats naturais e muitos serviços ecossistêmicos dos quais depende a nossa sociedade”, alerta Ban Ki-moon, enfatizando que os desafios da urbanização são profundos, mas também representam oportunidades.

urbanização e biodiversidade
Leia mais em http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2014/11/12/110406-o-impacto-da-urbanizacao-na-biodiversidade.html

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Mais de 42 mil mudas…

…foram plantadas e distribuídas em João Pessoa em 2014.

O projeto é da Secretaria de Meio Ambiente da capital e do Viveiro Municipal de Plantas Nativas. Em relação ao ano de 2013, quando foram distribuídas e plantadas 23 mil mudas, houve um aumento de 82,6%.

Entre os locais que recebem mudas estão escolas, organizações não governamentais, Centro de Referência de Educação Infantil, canteiros centrais, praças e pessoas físicas. Além de 15.280 mudas plantadas em áreas degradas e de preservação pela ação João Pessoa Carbono Zero, como as áreas verdes nos bairros Gramame e Valentina de Figueiredo, no Parque Jacarapé e o entorno da Mata do Buraquinho.

João Pessoa 42 mil árvores
Para a Secretária do Meio Ambiente de João Pessoa, Daniella Bandeira, o projeto ressalta a importância da capital como modelo para outras cidades. “Atuamos como referência para as prefeituras da Paraíba e dos estados vizinhos, que mandam representantes para o Viveiro Municipal em busca de informações sobre o nosso modelo de plantio urbano. Isso demonstra nossa força como uma cidade que busca o desenvolvimento com sustentabilidade”.

Mais de 42 mil mudas são plantadas e distribuídas em João Pessoa em 2014

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Não pode? Por quê?!

As convenções de condomínio, ou suas respectivas minutas, como são chamadas antes de sua aprovação formal na assembleia de instalação, são obrigatórias aos empreendimentos que são legalmente incorporados.

A lei 4.591/64 estabelece expressamente, quando dispõe a respeito das obrigações e direitos do incorporador, que as unidades autônomas somente poderão ser comercializadas após ter sido arquivado em cartório uma série de documentos, dentre eles a minuta da futura convenção.

E o código civil determina que a convenção de condomínio deve abranger várias questões inerentes ao bom convívio e respeito ao direito de propriedade.

As normas da boa convivência fazem parte do regimento interno, que, num primeiro momento, integram o texto da convenção.

Numa fase imediatamente posterior, a depender do entendimento do síndico, esse regimento é individualizado como um documento autônomo, e atualizado, onde então é previsto o que pode, o que não pode, os horários, se há taxa de uso e conservação, as regras para as reservas, isso para todos os ambientes e equipamentos da área comum que compõem a área de lazer do empreendimento.

convenção1

Quando a convenção não disciplina de forma clara algumas questões, ou que haja omissão em relação a outras, isso pode acarretar consequências imponderáveis no intramuros condominial.

Como?

Por exemplo, alguns projetos têm restrições quanto à capacidade da carga instalada e não há permissão para a instalação de aparelhos de ar condicionado nas unidades, só que isso não consta do texto da convenção, pelo menos de modo a não suscitar quaisquer dúvidas.

Já imaginou a confusão que pode advir quando um número expressivo de condôminos resolve ignorar as orientações do síndico, ou da administradora, e o primeiro aparelho é instalado?

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Auditoria nas contas do condomínio. Reflexões

Alguém, por algum motivo, em algum momento, irá sugerir que se faça uma auditoria nas contas do condomínio.

Ou simplesmente se chegará a essa conclusão, independentemente se há alguma insatisfação ou mesmo suspeita de que as coisas não estão bem conduzidas.

Não importa.

E talvez fosse mesmo salutar, de tempos em tempos, proceder a essa análise mais detalhada em toda a documentação das pastas mensais de prestação de contas.

Toda a equipe de gestão, atual e anteriores, se certificará de que os processos estão bem conduzidos, se a essa conclusão chegar o profissional ou empresa especialmente contratado para o trabalho, de preferência fora do âmbito do condomínio.

Ou se constatará algumas não conformidades, e providências terão de ser tomadas.

Inexoravelmente.

prédios da cidade

Cuidados há que ser tomados nessa contratação.

Algumas empresas de administração de condomínios se prestam a oferecer tal serviço, às vezes gratuitamente, estipulando sua remuneração em eventuais diferenças monetárias que sejam observadas.

Embora, neste caso, haja empresas realmente idôneas, não há como não admitir certo risco, pelo evidente interesse destas no cliente em potencial que seu condomínio representa.

Quando se trata de empresas que não têm a ver com a administração de condomínios propriamente dita, fique atento, no decorrer dos trabalhos, às indicações de profissionais como síndico profissional, zelador, outros, e serviços, principalmente se houver muita insistência. É o que se chamaria de “serviço casado”.

Outro cuidado a ser considerado é a “economia a qualquer preço”. Poderá prevalecer o interesse da maioria em gastar mais, por exemplo, caso de um condomínio em que moram muitos idosos, com aquele funcionário que os ajude a carregar suas compras desde o carro até a porta do apartamento.

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Novaiorquina vive há dois anos sem produzir lixo

“Um dia, parei em frente à lata de lixo e não acreditei que havia gerado tanto lixo sozinha”, conta Lauren Singer, de 23 anos, à BBC.
Ela estudava meio-ambiente na New York University, nos Estados Unidos, e se considerava uma ecóloga engajada.
“Mas, no último ano da universidade, tive um professor, Jeffrey Hollender, ativista e cofundador da distribuidora de produtos naturais Seventh Generation, que insistia muito para que vivêssemos de acordo com nossos valores”, lembra.
“Foi quando me dei conta de que o que eu pregava e a lata de lixo abarrotada de plástico eram uma contradição”.
Assim começou a busca de Lauren por uma vida sem lixo. “Estou há dois anos sem gerar qualquer lixo”, ela diz.
Nenhum? Nada? – “Bem, guardei o que gerei nos últimos quatro meses: quatro etiquetas ou adesivos que vieram nas frutas orgânicas”.
dois anos sem lixo

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