Xixi no banho!

Certamente alguns assistiram a filmes em que a água figura como bem precioso, quando se briga, se mata, se morre por ela, como em Mad Max.

Será que viveremos isso?

Uma cena de um filme de guerra que assisti há alguns (muitos) anos – não me lembro do título – é emblemática. Generais de dois exércitos inimigos frente a frente para entabular algum tipo de acordo, ambos com absoluta falta de água, um deles vê ao longe um soldado se banhando com uma caneca, e limpa o suor do rosto com um pano sujo.

Quando a câmera se aproxima do tal soldado, percebe-se que, na verdade, ele joga água junto ao braço, gesticula como se tivesse realmente tomando banho, mas essa água é coletada em uma bacia que está no chão, fora do ângulo de visão do general inimigo. Em troca de água para sua tropa, este assina a rendição.

A individualização do consumo de água, quando possível, é muito recomendada, claro, eis que propicia justiça social, digamos assim. Afinal, quem consome mais vai pagar mais.

Ajuda a diminuir bastante o desperdício, reduz os gastos ordinários do condomínio e pode contribuir com a redução da inadimplência pela redução no valor da cota.

O desperdício praticado, mensurado em forma de despesa, induz ao consumo consciente.

Em 2009, a Fundação S.O.S. Mata Atlântica lançou a campanha xixi no banho, bem inusitada e divertida, estimando economizar mais de 4.000 litros de água por ano apenas incentivando que as pessoas façam xixi durante o banho.

Isso inspirou, segundo informações divulgadas à época, um vereador da província de Drenthe, na Holanda, que convidou a população a fazer xixi no chuveiro como forma de economizar água e dinheiro.

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Furto acadêmico

Tive notícia, fonte fidedigna, de que em pleno evento ocorrido numa universidade de renome no sudeste, simplesmente um notebook foi furtado. O aparelho estava dentro da mochila da dona, na sala do evento.

Soube, também, que não havia câmeras monitorando o local.

Conclusão a ser tirada? Não descuide de seus pertences de valor, mesmo que você esteja em locais “insuspeitos”.

A máxima ‘a ocasião faz o ladrão’ tem tido exemplos os mais variados.

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Não é ilegal?!

Juros maiores que 1%.
Os índices de inadimplência estão altos. Em algumas cidades Brasil afora chegam a estimados 20%. Talvez mais.
Inimaginável, não?!
‘Brincando’ outro dia numa planilha excel – posso disponibilizar a quem se interessar – fiquei estarrecido com os valores calculados: uma inadimplência de 20% implica em exatos 25% na majoração da cota condominial nominal.
[Respira fundo!]
A indignação é grande por parte daqueles que pagam em dia seus compromissos frente ao condomínio.
Já se disse que a dívida mais barata de um cidadão é a taxa de condomínio. Multa de 2% e juros de 1% ao mês.
Porém, há algumas iniciativas que podem ser tomadas no intuito de desestimular o (futuro) inadimplente, respaldadas pela lei.
Uma delas é exatamente a aplicação de juros maiores que 1%.
O STJ – Supremo Tribunal de Justiça, isso em maio de 2009, aprovou a Súmula 382 que diz “A estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano, por si só, não indica abusividade”.
Um condomínio em Brasília interpôs recurso especial ao STJ na ação que cobrava taxas condominiais em aberto de acordo com os preceitos de sua convenção, que estipulava juros moratórios de 0,3% ao dia.
O entendimento da relatora, ministra Nancy Andrighi, acompanhada pelos demais ministros da Turma, entendeu que, ‘mesmo após a entrada em vigor do código civil de 2002, é legal fixar, na convenção de condomínio, juros moratórios acima de 1% ao mês, para os casos de inadimplemento das taxas condominiais’.
Que tal adotar essa postura no seu condomínio?

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Inadimplência tem remédio?

Já dissemos que é responsabilidade exclusiva do síndico monitorar e tomar as devidas providências em relação à falta de pagamento das cotas condominiais mensais.
O que se pode fazer para tentar mantê-la sob controle?
Nosso Judiciário tem decidido que não é mais ilegal proibir o devedor de utilizar certas instalações da área comum, a exemplo do salão de festas ou até o gerador.
Outra boa notícia diz respeito ao desconto pontualidade. Igualmente, decisões e acórdãos recentes legitimam a adoção desta prática, que antes era considerada como ‘multa disfarçada’.
Se for adotar essas duas posturas em seu condomínios há um detalhe muito importante: antes, com edital de convocação bem elaborado e ordens do dia específicas, submeter à aprovação em assembleia.
A divulgação da inadimplência também ajuda no processo como um todo. Apenas fique atento e, aí sim, não deixe nenhum devedor constrangido por ter publicado seu nome em comunicados afixados no quadro de avisos ou em displays nos elevadores. Utilize documentos de circulação restrita aos condôminos, como boletos, circulares que tratarem do assunto, pasta de prestação de contas mensal.
Para cada tipo de divulgação há particularidades que terão que ser observadas. Consulte sua administradora, ou, se for o caso, um especialista.
A profissionalização na gestão da inadimplência também é recomendável, em alguns casos.

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Carro na sala?

Atenção gestores condominiais – administradoras, síndicos, síndicos profissionais, gerentes prediais, advogados especializados – mais um tipo de condomínio, com característica própria. Convenção e regulamento interno certamente deverão conter regras específicas para mais esta novidade.
Corretores de imóveis, preparem-se: uma venda dessas salva o mês!
Já pensou em estacionar no meio da sua sala de estar? Veja onde isso já é possível.
http://glo.bo/1eQleKu
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“Entre dois amores”

Mediação ou arbitragem de conflitos em condomínios.

Viver e morar num condomínio é muito bom, tem segurança, lazer, sua própria academia, garagem coberta, uma linda vista, seus filhos têm diversos amigos ali mesmo sem precisar sequer sair à calçada ou atravessar a rua, e muitas outras comodidades.
Há, porém, algumas questões de convivência que parecem insolúveis dentro do perímetro do condomínio, mesmo que seu regulamento interno seja bem elaborado e preveja sanções a cada infração.
Barulho, garagem, crianças, vazamento, odores são alguns dos pontos que mais tiram o sono dos administradores.
No calor do momento, a abordagem ao vizinho que está tirando seu sossego nem sempre traz bons resultados.
Uma alternativa rápida, barata e eficaz na solução desses conflitos é exatamente a mediação, onde profissionais isentos e especializados sentam à mesa com as partes e fazem um acordo, bom para ambos.
Índices colhidos no sudeste do país apontam em cerca de 90% de casos finalizados em acordo.
Pense nisso!

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Sumitomo San

E eu que associava o nome “sumitomo” apenas a um edifício de arquitetura diferente na avenida Paulista, em São Paulo…
http://ambientes.ambientebrasil.com.br/residuos/pilhas_e_baterias/metodos_de_reciclagem.html

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O tec-tec do salto do sapato

Dos problemas recorrentes em condomínios o barulho é o campeão das reclamações. Um deles é exatamente o tec-tec do salto do sapato no andar de cima.
Se houvesse isolamento acústico instalado não precisaríamos nos preocupar. Mas, isso é outra história.
Quando estamos nos preparando para sair pela manhã, ou ao chegarmos depois de um cansativo dia de trabalho, ou depois daquele happy-hour com os amigos, vamos de um lado a outro do apartamento – tec-tec, tec-tec – sem nos dar conta de que o vizinho de baixo certamente sofre com isso.
Sim, isso fica muito claro quando o vizinho de cima faz um barulhinho a mais… Incomoda mesmo!
E quando os ânimos ficam muito exaltados, as consequências são imponderáveis… Temos notícias de crimes cometidos tendo como pivô um ‘inocente’ barulho.
O que fazer?
Quando resolvemos viver num condomínio não podemos nos esquecer de que devemos respeitar o descanso alheio, exatamente como gostaríamos que respeitassem o nosso.
Havendo bom senso de parte a parte, as regras de civilidade nessa convivência no intramuros condominial não se mostram tão dificultosas assim.
De qualquer forma, o regulamento interno do edifício deve disciplinar essa questão em relação a horários e respectivas sanções. À vista disso, quando o morador de baixo se sente incomodado com o barulho que vem do andar de cima, ele deve agir com calma.
Para não se indispor diretamente com seu vizinho ou provocar uma calorosa e ineficaz discussão cujo desfecho é imponderável, a orientação é interfonar à portaria e pedir gentilmente que o informe do incômodo.Se persistir, registre o episódio no livro de ocorrências (todo condomínio tem, ou deveria ter) e solicite ao porteiro que avise ao ‘ruidoso’ desse registro.
Caso, por qualquer motivo, não consiga envolver o síndico na pendenga, a solução é procurar a polícia, por telefone ou registrar boletim de ocorrência – B.O. – na delegacia mais próxima.
É bom lembrar que perturbar o sossego alheio pode ser enquadrado como crime, sem mencionar que certamente haverá uma infração a ser apurada.
Se você, síndico, tem rotineiramente esse problema, faça campanhas educativas reiterando a todos a importância da convivência pacífica, o respeito ao próximo e finalize reproduzindo as sanções previstas no Regulamento.

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Elevador, esse incompreendido

Tecnicamente chamado de veículo de transporte vertical, o elevador não é levado a sério nas edificações.
Lá dentro se pula, se brinca, se excede sua capacidade nominal de carga, se prende a porta para esperar alguém, enfim, muitas atitudes desaconselháveis se vê a todo dia, a toda hora.
O documento chamado regulamento interno, o manual de conduta que pauta a convivência entre todos os comunheiros, disciplina seu uso, proibindo tudo aquilo a que nos referimos anteriormente.
Crianças com menos de dez anos de idade não devem viajar desacompanhadas, cães e outros animais de estimação devem ser transportados no colo do dono, vandalismo em seu interior deve ser evitado, transporte de entulho de obra ou materiais de construção devem observar os horários permitidos e o limite de carga admitido pelo fabricante.
Ah sim, em caso de paradas repentinas, por avaria ou falta de energia mantenha a calma e aguarde a chegada do técnico. Não permita que pessoa não capacitada no resgate se envolva. Pode ser fatal.

NUNCA chame mais de um elevador de cada vez, chame sempre o que estiver mais próximo.

Além da economia de energia – o planeta agradece! – é uma questão de cidadania, de civilidade para com os demais moradores.

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Acendeu uma vela e foi ao cinema

Estamos em São Paulo, nas vizinhanças do Bexiga.
A condômina protagonista desse ‘feito’ sempre foi muito cuidadosa, ciente e ciosa de suas responsabilidades, seus direitos e deveres enquanto moradora daquele edifício.
Não se sabe ao certo, mas o fato é que uma vela foi acesa na mesa da sala, de madeira, isso no final de tarde.
Ambiente mais aconchegante, jantar íntimo, pasta e vinho…
De repente o telefone toca, a programação muda, vai ‘rolar’ um cineminha.
– “A que horas?”
– “[…]”
– “Já? Então tá, estou de saída.”
Banho rápido, perfuminho, retoque na maquiagem, traje algo descontraído. Pressa.
No meio do filme, daqueles bons, épicos, cheios de ação, seu telefone começa a vibrar no bolso. Alguns segundos se passam, até que se perceba.
Pede licença, nervosa, viu que o número do telefone era da portaria de seu condomínio, sai atropelando a todos na fileira e finalmente atende à ligação.
O zelador, todo sem jeito, procurando palavras para dar a notícia a ela de uma maneira mais suave, solta:
– “Dona Beatriz, seu apartamento está pegando fogo!
– “Como?!!! Chama os bombeiros, já chamaram? Arromba a porta! Apaga o fogo!
Aí entra o trânsito da Capital na história. Quando ela chega em casa, os Bombeiros já tinham ido, aquele cenário! Porta arrombada, fumaça, paredes sujas, tudo muito molhado.
Sabe-se que depois disso nem em bolo de aniversário tem vela acesa!

[Esta história é uma das que estará no livro que está sendo preparado por Orandyr Luz, cujo título provisório é Histórias e causos em condomínios.

Se você conhece algum episódio engraçado, diferente, pitoresco, ou mesmo trágico que tenha ocorrido em condomínio, ou em função dele, nos envie um breve resumo. Gratidão.]

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