O condomínio: abordagens teóricas (cont.)

Para aqueles que chegaram há pouco por aqui, em 20/04/2016 propus uma reflexão a cada uma das crônicas publicadas no livro “O condomínio daquela rua – Histórias e causos nesse ambiente peculiar”, usando-as como pano de fundo para uma releitura, sob o enfoque das boas práticas de gestão condominial, tendo sempre como norte a legislação pertinente.

São quarenta e três causos, alguns divertidos, outros curiosos, pitorescos, incomuns, até trágicos.

Já vimos até o causo #21, vamos prosseguir.

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A quem interessar o livro está à venda no site http://www.biblioteca24horas.com.br/, e pode ser localizado no menu à esquerda, em “Contos” ou a partir da pesquisa pelo nome do autor. Quem residir em Brasília pode entrar em contato direto comigo.

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Ao ensejo, aproveito para divulgar também meu outro livro nessa área de condomínios, o Evolução Histórica do Condomínio Edilício, publicado em 2013 pela Scortecci Editora, de São Paulo, um interessante trabalho de pesquisa a respeito das origens do instituto chamado condomínio desde remotos tempos, em épocas bíblicas, até os dias atuais.

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Astolfo, o chato Causo #21

Era daqueles moradores que reclamava de tudo no condomínio…

Se a área comum era limpa, por que tanto barulho? Se não a limpavam, por que não? Se o portão da garagem era aberto rapidamente para ele, por que não pediam para confirmar se era ele mesmo? Se não abriam, e pediam a ele que abaixasse o vidro do carro, como não sabiam que era ele?

Quando passeava com seu cão pela trilha dentro do condomínio também não era diferente: reclamava se o abordavam ou não!

Enfim, “o” chato!

O livro de ocorrências, para se ter uma ideia, daqueles de capa dura, pautado, com cem folhas numeradas, fora preenchido quase todo só por ele…

Sem contar os e-mails…

Um belo dia, a administradora recém-contratada recebeu e-mail reclamando do fato de não estar sendo feito o treinamento dos funcionários do condomínio, já que tal compromisso constava do contrato de prestação de serviços.

A resposta foi clássica, de que deveria ter havido algum mal entendido, posto que à administradora cabe administrar condomínios, e o contrato não previa o treinamento de funcionários.

Mas, aí, teve uma particularidade: o nome dele, sem querer, foi trocado por Arnóbio. O gerente – que havia caprichado na resposta – fez algum tipo de confusão, sem se dar conta…

Ao receber a resposta, ignorou todo o texto e, imediatamente, fulminou seu interlocutor com outro e-mail, reclamando que não se chamava Arnóbio.

Porém, algo nervoso enquanto digitava, Astolfo também se confundiu e chamou de Ricardo o gerente que, na verdade, chamava-se Ronaldo.

Ronaldo, então, aproveitando o gancho, habilmente reverteu a situação com doses generosas de bom humor, e, felizmente, tudo acabou bem!

Hoje, eles até são amigos…

Embora Astolfo continue, ainda, muito chato!

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Dizem por aí que todo condomínio tem um chato. Até o incluem naquela famigerada lista dos problemas recorrentes, iniciadas pela letra “c”: cachorro, criança, carro, cano e calote.

Embora ache temerário generalizar, nem todas as pessoas têm capacidade intrínseca para habitar em condomínios, são inflexíveis, irascíveis e intolerantes.

A convivência nesse tipo de moradia requer bom senso, compreensão e muita civilidade.

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Não conta pra minha mulher Causo #20

Depois de se constatar inexplicáveis riscos que começaram a aparecer em alguns carros estacionados na garagem, decidiu-se que seriam instaladas microcâmeras em locais considerados estratégicos.

Tudo foi muito bem feito, apenas poucas pessoas ficaram sabendo.

No terceiro dia de funcionamento dessas microcâmeras, finalmente, o meliante teve sua imagem capturada.

Chamado a comparecer na administração e indagado sobre a tal prática, negou tudo. Porém, ao se reconhecer nas imagens, foi obrigado a render-se e, surpreendendo a todos, disse em alto e bom som:

– Podem mandar pintar os carros riscados, que eu pago!

E, antes que os demais pudessem comemorar a solução do caso, completou:

– Só tem um detalhe: este fato não poderá sair daqui porque, se minha mulher souber, eu não pagarei nenhum tostão!…

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Garagem em condomínio, por si só, já é fonte de muitos problemas e aborrecimentos para a administração.

Não bastasse isso, eis que surge o personagem que decide danificar os carros de seus vizinhos.

As providências foram tomadas rápida e sigilosamente, especialmente quando a maioria dos proprietários garantiu que os riscos teriam acontecido ali mesmo, na garagem.

Nunca se soube por que ele fez aquilo, e tampouco por que sua mulher, em hipótese alguma, não podia ficar sabendo…

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Porteiros nada distraídos Causo #19

Nos últimos tempos ocorreram inúmeras depredações no interior dos elevadores daquele condomínio, então a assembleia foi unânime em deliberar a instalação de câmeras.

Decorridos alguns meses sem nenhum tipo de vandalismo nos equipamentos, o síndico decidiu investir certa folga no caixa e, assim, providenciou a colocação de um belo e amplo espelho no elevador social.

O subsíndico, então, começou a insistir que fosse instalada, no elevador social, aquela plaquinha que avisa: “Sorria, você está sendo filmado!”

E essa atitude do subsíndico voltou a se repetir nas três outras reuniões subsequentes.

Intrigado, o síndico o chamou a um canto e, reservadamente, lhe perguntou:

– Por que você vem insistindo tanto nesse assunto? Não vejo a menor necessidade… Justo no meio do espelho – que está tão bonito – colocar uma placa dessas? Não consigo entender!

Por fim, o subsíndico cedeu:

– Sabe o que é?

– Fiquei alguns instantes outro dia na portaria e percebi que os porteiros ficam vidrados com as mulheres se olhando no espelho, se arrumando, dando os últimos retoques na maquiagem…

– E tem mais! Descobri, ainda, que minha mulher é a preferida porque, além dela arrumar a calcinha e a meia-calça, costuma também ajeitar o sutiã. Todos os porteiros já viram!!!

– Comuniquei este fato a ela, e reiterei várias vezes. Mas, ela sempre acaba se esquecendo.

– Então, por favor, põe a placa… Nem que seja por mim!!!

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Se, por um lado, a instalação de CFTV em elevadores inibe que haja vandalismo, depredação, ou pichações de mau gosto, por outro, propicia àqueles que monitoram o sistema imagens nem sempre “ortodoxas”.

Normalmente, depois de algum tempo, nos acostumamos com aquele ‘ponto’, e acabamos sendo protagonistas de situações inusitadas para o deleite dos porteiros, quando o sistema é controlado ali mesmo.

Afinal, não sei se a câmera foi instalada. Faz tempo que não passo por lá…

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Limpeza de caixas d’água

Manutenção, para o síndico, deve ocupar os primeiros lugares na sua escala de prioridades. Aliás, o tema está inserido naquele rol de “inimigos do condomínio”, publicado no blog em 19 nov 2013 no post Da série “Inimigos do Condomínio” #5, categoria ‘manutenção’.

Um sem-número de consequências imprevisíveis, certamente desastrosas e desgastantes pode aí ter sua origem, havíamos dito na época.

E é assim mesmo.

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Foto de Márcia Reyes

A contratação de empresas para qualquer tipo de serviço a ser executado no condomínio tem que se revestir de certos cuidados.

O artigo Dicas na contratação de produtos e serviços, publicado em dois posts, em 23 e 24 abr 2014, categoria ‘administração’, vem ao encontro do que se acabou de dizer.

Toda e qualquer obra ou serviço é importante, mas, aquelas em que a nossa saúde está diretamente relacionada, há que se redobrar a atenção – caso da limpeza de caixas d’água, ou dos reservatórios de água potável, como também são chamadas.

Os funcionários diretamente envolvidos no trabalho têm que estar devidamente uniformizados, e não de short, camiseta e… chinelos, como às vezes se observa.

A qualidade da água que será consumida depois dessa higienização está intimamente relacionada com o tipo de serviço que se executou.

Nos dias de hoje não dá para correr o risco de se envolver com empresas terceirizadas cujos trabalhadores não têm treinamento, não têm noção de segurança, tudo isso demonstrado, às avessas, pelo “jeitão” informal com que se apresentam.

Definitivamente, não se concebe esse tipo de contratação, exclusivamente de olho no orçamento recebido. Há notícias de acidentes fatais, pela não observância às normas de segurança, além do possível comprometimento da qualidade da água.

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Seu Delegado, ocorre que… Causo #18

O síndico, no quarto mandato, era pessoa esclarecida, querida e respeitada pela grande maioria da comunidade condominial.

Tudo transcorria bem na assembleia ordinária de aprovação de contas, de previsão orçamentária para o próximo período, sem eleição de síndico e conselho, como das outras vezes; enfim, uma daquelas consideradas mornas.

De repente, em “assuntos gerais”, um senhor aparentando mais de setenta anos de idade – e já nervoso – levantou-se e vociferou ao síndico, exigindo que ele tomasse severas providências em relação a um condômino que teria cometido assédio, nas áreas comuns do edifício, em relação à sua filha, de quase quarenta anos ou pouco mais.

Apesar desse condômino também estar na assembleia, com a respectiva esposa, tal senhor – falando alto e com o dedo em riste apontando para o nariz do síndico – foi se encaminhando à mesa que dirigia os trabalhos.

A essa altura o síndico, já em pé, tentou estabelecer um diálogo. Qual nada! Acabou levando um soco no nariz! E foi direto para o Distrito Policial registrar B.O.

Assim, mais uma vez, a polícia acabou participando de uma assembleia condominial.

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A autoridade do presidente da assembleia não se questiona. Mas, nesse ca(u)so, embora ele tenha tentado acalmar o “tal senhor”, aconteceu o que aconteceu.

Foi tudo muito rápido, todos se surpreenderam!

O foco principal, ao analisar o episódio, é, em dúvida, a questão da convivência no seio condominial.

Teria havido assédio sexual dentro do elevador, alegado pela filha do agressor, sem, contudo, qualquer comprovação: não havia câmeras na cabine e nenhuma testemunha presenciou o fato, ou, se presenciou, não quis se expor.

Houve a acusação, e o condômino envolvido, também muito conhecido por todos, deu sua versão dos fatos, desdizendo o que fora afirmado. Isso ocorreu no dia anterior à assembleia.

O síndico não tem competência para resolver esse tipo de ocorrência, típico caso de polícia, onde, aliás, tudo terminou.

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É verdade que o heliponto foi esquecido? Causo #17

O projeto era grandioso, e sem sombra de dúvida, um dos precursores do condomínio-clube naquela metrópole.

Inúmeros itens de lazer, tudo de primeira: quadra de tênis, piscina aquecida, sauna, squash, salão de festas cinematográfico, e muitos outros detalhes com objetivo de proporcionar conforto aos privilegiados que ali residiriam.

A estrutura de segurança foi muito levada a sério, investindo-se polpudas somas com equipamentos de última geração, e o projeto também contemplava um heliponto privado, um dos poucos homologado na Agência de Aviação Civil.

Certo dia, quando visitava o andamento das obras em seu apartamento, um condômino – que iria fazer uso diário do helicóptero quando estivesse morando ali – já estava de saída quando avistou o gerente predial e voltou para uma rápida conversa. E, de repente, a palavra “heliponto” veio à baila.

Ambos olharam lá para cima, praticamente ao mesmo tempo… Nem sinal do heliponto!

O futuro condômino voltou a estacionar o carro e subiu para o pavimento onde estava o escritório improvisado do engenheiro-gestor. Conversa daqui, conversa dali, plantas e projetos abertos na mesa.

“Cadê o heliponto que está bem aqui?!” – perguntou ele, com o dedo na planta…

Assim, o heliponto foi construído, sem que houvesse atraso significativo no cronograma final, e tudo terminou bem, apenas o custo envolvido é que ficou impublicável…

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Problemas com construtoras são recorrentes…

Este, como um capítulo do causo anterior, apresenta uma particularidade, que é a obra ter sido contratada a preço de custo, e uma empresa de engenharia que a gerenciava.

Não se sabe o que aconteceu exatamente… Embora o heliponto constasse do projeto, até aquele instante em que o condômino levantou a questão, ninguém havia tomado qualquer providência.

Sabe-se que, pelo adiantado das obras, a harmonia arquitetônica ficou um pouco comprometida. Apenas isso!

Afora o custo, que foi objeto de muita, muita discussão…

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Banho compartilhado Causo #16

Era um belo edifício! A fachada tinha um vidro especial – desses que oferece visibilidade apenas em um de seus lados – foi colocado em toda a extensão da área de serviço, fazendo divisa com a porta do banheiro.

Um dia, Neto, o síndico, em visita a um amigo que morava no prédio ao lado, admirando seu lindo edifício daquele ângulo, pode reconhecer uma conselheira estava tomando banho; sua silhueta era bastante visível e inconfundível…

– O que estou vendo é isso mesmo?

– Não esquenta, não! Você não viu nada! As meninas do 7º e do 11º são as melhores! À noite, então, é o máximo! Com as luzes acesas, tudo fica ainda melhor!

E, para terminar arrematou:

– Meu amigo, seu prédio é um verdadeiro show de stripper!

Sem saber o que pensar, o síndico voltou ao seu condomínio e, imediatamente, ligou para a construtora, solicitando urgentes providências.

Por outro lado, não teve coragem de confidenciar a mais ninguém – menos, ainda, aos moradores – o que acabara de presenciar…

Em visita ao local, o engenheiro da construtora, com alguns de seus funcionários, não encontrou nada de irregular.

Foi quando o experiente Zé, chefe dos pedreiros, que estava ao lado deles e acompanhava atentamente toda a conversa, resolveu opinar:

– Acho que o vidro está invertido. É só colocar ele para o lado de dentro que tudo se ajeita!

Assim foi feito.

E sabe que ninguém percebeu, ou ficou sabendo desse fato, até hoje?

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Problemas com construtoras são bastante comuns, infelizmente.

Essa questão está diretamente relacionada aos cuidados que os condôminos teriam que ter, ao “receberem” o edifício pós-assembleia de instalação, momento solene e formal em que o condomínio passa da fase de construção para a fase de utilização.

Neto, o nosso síndico, se tivesse sido provocado pelos condôminos, ou de sua própria iniciativa, poderia ter convocado uma AGE imediatamente, uma semana depois, por exemplo, e submetido à aprovação do plenário a contratação de um laudo técnico de vistoria, quando, certamente, o problema poderia ter sido diagnosticado.

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Next door drama Causo #15

É um bairro nobre e tradicional da capital. O edifício é novo, quatro dormitórios, três vagas na garagem, dois apartamentos por andar.

Morando lá há algum tempo, no 13º andar, nunca tinha visto movimentação ou qualquer tipo de barulho no vizinho do mesmo andar.

A partir de determinado momento, passou a encontrar pessoas… Ora no elevador social, ora no hall de serviço.

Mal se cumprimentam; na grande cidade, todos desconfiam de todos.

Certa manhã, meio sonolenta, abriu a porta de sua cozinha que dá acesso ao hall de serviço para se desfazer de alguns materiais recicláveis que tinha separado, quando se deparou com um colchão manchado de sangue e – lembra-se bem – duas garrafas vazias de vodka.

Achou aquilo muito estranho, óbvio, mas voltou à casa.

Antes que fechasse atrás de si a porta da cozinha, começou a ouvir muito barulho; passos, pessoas falando alto, porta abrindo e fechando a toda hora…

Pelo ‘olho mágico’ de sua porta, percebeu que se tratava de policiais; então, interfonou para a portaria.

O zelador, então, lhe informou que a filha do casal, depois de tomar quase duas garrafas de ‘bebida’, havia se suicidado…

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Esse episódio ilustra como podem ser variadas as situações no intramuros condominial.

Não obstante tenha ocorrido dentro do perímetro da unidade privativa, há casos em que o suicida se atira pela janela, envolvendo diretamente a administração.

Polícia, peritos, imprensa, … O síndico à frente de tudo!

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Não moro aqui, é só investimento! Causo #14

Rebeca é uma pessoa fina, culta, daquelas que transitam em qualquer ambiente – sofisticado ou muito simples – com a mesma desenvoltura.

Heitor, seu marido, é funcionário de uma empresa estrangeira, cujos donos ainda não vieram definitivamente para o país, mas, cada qual adquiriu um apartamento num dos empreendimentos de alto padrão da zona sul da capital: um belo condomínio-clube.

A Heitor – que é muito competente e querido dos patrões – foram confiadas as chaves dos imóveis para qualquer eventualidade e, quando quisesse, usufruir de todos os itens de lazer do condomínio.

Assim, certo dia, Rebeca e seu personal trainer estavam na academia do condomínio quando, de repente, entrou uma senhora falando alto… com ninguém! Indignada, ela discorria sobre um barulhão que dizia vir do apartamento de cima:

“Barulho insuportável de salto de sapato pra lá, salto de sapato pra cá! Ai, ai, não aguento mais!!!” – desabafou a mulher.

Quando percebeu a presença de Rebeca, aproximou-se e disparou:

– “Ah, que-ri-da, não é você, é? Qual é o seu apartamento?”

De pronto, e sem titubear, Rebeca respondeu:

– “2204 e 2205, mas não moro aqui, é só investimento!”

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Barulhos, nem seria preciso dizer, são reclamações recorrentes em condomínios.

Quando ocorrem diuturnamente podem minar a sanidade mental do cidadão, como parece ter acontecido com a senhora que dialoga com Rebeca, nossa protagonista.

O direito ao descanso é sagrado, e protegido por lei. Não é aconselhável relevar, seja a que título for, quando se convive com vizinhos barulhentos, por mais “gente fina” que possam ser.

Abra um diálogo franco com eles, exponha a situação e deixe-os demonstrar que merecem sua consideração.

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