Bonito e barato!

Um estudo recente da Universidade de São Paulo indica que a implantação de telhados verdes em edifícios pode significar um importante instrumento para reduzir os impactos das chamadas ‘ilhas de calor’, comuns nas grandes cidades.

Há, também, um ganho adicional em relação à umidade relativa do ar.

Na tese de doutorado, o geógrafo Humberto Catuzzo analisou dois edifícios no centro da cidade de São Paulo, o Conde Matarazzo, sede da prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá, e o Mercantil/Finasa, na Rua Líbero Badaró, cuja laje é de concreto, escolhidos por estarem sujeitos a condições atmosféricas e de insolação semelhantes.

Com o telhado verde, as plantas absorvem parte da energia, diminuindo o aquecimento do concreto pela luz solar. Consequentemente, “aumenta-se o conforto térmico no interior dos edifícios e, consequentemente, reduz-se o uso do ar condicionado”, conforme exemplificou Catuzzo. Além de contribuir com a questão das águas pluviais, uma vez que estas escoam mais lentamente para as galerias.

E não é só.

Isso pode ajudar na formação de corredores ecológicos nas grandes cidades, interligando essas coberturas a praças e parques.

A cidade de Porto Alegre, por sua Câmara Municipal, acabou de aprovar projeto de lei que altera seu código de edificações, permitindo o uso de telhados verdes. Segundo o autor do projeto, “com ajuda de lei que permite abatimentos em impostos, cidades como Nova Iorque e Chicago mais que dobraram a superfície verde de seus prédios”.

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A logística reversa e a lei “PNRS”

Talvez tenham sido os vinte anos que passou ‘tramitando’ no Congresso, talvez tenha sido a data da promulgação da regulamentação, nos derradeiros dias do ano de 2010, talvez tenham sido tantas outras questões que o noticiário, dispersando nossa atenção, nos coloca em ‘evidência’…

… mas o fato é que a lei 12.305 de 02 de agosto de 2010, regulamentada pelo decreto 7.404 de 23 de dezembro de 2010, a importante lei que instituiu o Plano Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, está em plena vigência…

… e traz importantes itens que nos afetam diretamente como cidadãos, urbanos essencialmente, consumidores, a que devemos estar cientes, por exemplo, da relevância…

… da questão da logística reversa, que obriga toda a cadeia produtiva de um produto a viabilizar a coleta para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada aos resíduos.

Na prática?

Esse conceito deixa claro que a venda não termina no momento da entrega do produto ao cliente final.

As empresas que adotarem a logística reversa de forma mais efetiva estarão melhor preparadas para competir em momentos de consumo consciente e escassez de matéria prima, e serão reconhecidas pelos consumidores pelo esforço de reciclar, reaproveitar materiais e tratar seus resíduos.

Há uma feira específica, a Reciclatech, feira internacional para reciclagem e logística reversa, evento ocorrido em São Paulo no início de novembro de 2013.

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Uau! 2014 chegou!

Passou rápido, não? Dezembro ‘voou’! Aliás, o ano todo!

Bem, vamos retomar. Por onde começar? Simples, mesmo porque nada parou no condomínio nesse ínterim.

2014

Algo de que não se pode prescindir em administração de condomínios é a realização da AGO – assembleia geral ordinária – anual, obrigatória, quando são discutidos importantes assuntos, como a aprovação das contas do período findo, a previsão orçamentária dos próximos doze meses e as contribuições dos condôminos, e eleição de síndico, quando for o caso.

Um número expressivo de convenções estipula que tal assembleia deve ocorrer nos três primeiros meses de cada ano, ou em determinado mês especificamente, embora, às vezes não seja possível observar isto.

As administradoras, quando encampam outros condomínios em suas carteiras, ‘herdam’ rotinas, muitas vezes de tal forma arraigadas que não é fácil revertê-las, e uma delas pode ser a época do ano em que a AGO acontece. Ou, mesmo, conveniência própria, por questões de ‘agenda’, a própria administradora acaba alterando a data da assembleia.

Não vemos problemas quanto a isso, desde que se adote a periodicidade anual que a lei determina.

 

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“Recesso”…

Bom-dia!

Estaremos em ‘recesso’ até o dia 05 de janeiro de 2014. A partir de hoje.

Voltamos a publicar na primeira segunda-feira do ano, dia 06. Até lá.

Ótimo Natal. E que a passagem para o Ano Novo simbolize o renovar da esperança, o surgimento de novas (e boas) oportunidades, boa saúde e muito, muito dinheiro no bolso!

Abraço, e obrigado pelo carinho de sua ‘presença’ por aqui.

Orandyr Luz

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Trazendo a Noite de Volta: a Luta Contra a Poluição Luminosa

Como as evidências mostram que o uso excessivo da luz está prejudicando a vida selvagem e está afetando negativamente a saúde humana, novas iniciativas na França e em outros países estão tentando desligar as luzes que invadem uma parte cada vez maior do planeta.

http://e360yale.universia.net/trazendo-a-noite-de-volta-a-luta-contra-a-poluicao-luminosa/?lang=pt-br

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Consumo de energia consciente

Veja o filminho consumo consciente, produzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL. É curtinho e bem didático.

 http://www.youtube.com/watch?v=l-ti8McSNKA

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Não dá pra culpar só o síndico

A grande maioria das pessoas, seja em condomínios residenciais, seja em comerciais, entende que a taxa de condomínio poderia ser ‘um pouco mais baixa’.

Desse contingente, um expressivo percentual põe a responsabilidade exclusiva no síndico, por suas ações ou omissões.

É preciso compreender, no entanto, que o valor apurado para o rateio mensal tem diversos fatores, citando os principais: mão de obra – própria ou terceirizada –, conta de água, conta de luz, custos com manutenções, e, claro, a inadimplência.

A participação nas assembleias é fundamental, pois é o foro adequado para a discussão e aprovação de todas as despesas ordinárias e extraordinárias do condomínio.

Outro ponto que incomoda aos condôminos, além do valor considerado alto, é também o fato de que pode haver variação de um mês para o outro nesse valor.

Se não participa das assembleias, sequer se interessa em ler as cópias das atas, que certamente recebe, vai ser pego de surpresa quando for aprovado algum investimento, algum reparo ou algum imprevisto.

E no final do ano, como agora, que incide o décimo terceiro salário dos funcionários? É aquela “pancada” no nosso bolso.

Essa despesa ocorre inexoravelmente todo ano, e poderia ser arrecadada ao longo dos doze meses e não apenas nos meses de efetivo pagamento.

Isso sim, o síndico é quem decide!

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Você moraria?

Prédios tortos em Santos

A administração de condomínios traz um forte componente de grandes responsabilidades que é a manutenção, de uma forma geral.

Quando se pensa em recarga de extintores, na revisão do sistema de proteção contra descargas atmosféricas (para-raios), no correto funcionamento das portas corta-fogo, na verificação do grupo gerador e do sistema de pressurização de escadas, dentre outros, já se tem motivos de sobra para perder algumas horas de sono.

Então, é quando se lembra de incluir os equipamentos “periféricos”, acho que podemos chama-los assim. Trata-se dos itens de lazer, que podem ser muitos, como sala de ginástica – com diversos aparelhos –, sauna, os brinquedos do playground, para citar alguns, que são um sério acréscimo na preocupação já referida.

Os prédios tortos em Santos, no litoral paulista, são um caso à parte. Muito à parte.

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Além de tudo o que se mencionou até agora, há ainda a delicada questão da segurança dos edifícios, sua estabilidade e a segurança dos próprios condôminos e funcionários.

Em notícia publicada em meados deste ano de 2013, a prefeitura de Santos estava convidando os síndicos de, pelo menos, sessenta e cinco desses prédios, para que providenciassem laudos técnicos das estruturas.

De posse desses laudos, segundo a matéria, a prefeitura poderá exigir medidas de estabilização ou, mesmo, de realinhamento.

Um dos grandes nós a ser encarado é exatamente o do custo desses laudos, estimado em torno de R$ 40 a R$ 200 mil por edifício. O realinhamento custaria 15% do valor do imóvel.

Ainda segundo a mesma publicação tudo isso teria tido origem nas fundações curtas, de menos de dez metros de profundidade, onde fragmentos de rochas mais sólidos estariam a cinquenta metros de profundidade, isso nas décadas de 1950 e 1960. “Não houve estaqueamento por questões econômicas”.

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Assembleia pode deliberar tudo?

Em recente acórdão (decisão dos Tribunais), o STJ – Superior Tribunal de Justiça, tendo como relatora a emérita e insigne ministra Nancy Andrighi, condenou um condomínio ao pagamento de dez mil reais a título de danos morais à moradora que fora impedida de utilizar os elevadores para chegar ao seu apartamento no oitavo andar. Veja na íntegra a matéria, em http://www.stj.jus.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=112690&utm_source=agencia&utm_medium=email&utm_campaign=pushsco. 

A condômina estava em débito com o pagamento das cotas e o condomínio alterou a programação das paradas dos elevadores, baseado na deliberação em assembleia que estipulou que, após trinta dias do efetivo atraso no pagamento das cotas condominiais, o acesso aos elevadores seria ‘cortado’.

Já dissemos aqui que a assembleia é “soberana sim, pero non mucho”, no artigo publicado em 24/10/13 na categoria ‘assembleia’, e este enfoque pode ser encarado como um complemento àquele.

Embora sejam “imperativas no âmbito do condomínio, essa autonomia não é irrestrita e deve ser exercida nos limites do direito à moradia, do direito de propriedade e de sua função social, todos entrelaçados ao princípio da dignidade da pessoa humana”.

Ademais, o uso dos elevadores é considerado serviço essencial, não um luxo ou algo supérfluo, como seria o caso de restringir o acesso ao salão de festas, por exemplo.

A decisão do STJ, em conclusão, é no sentido de reconhecer a ilegalidade da mencionada deliberação da assembleia.

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A Copa vem aí!

E daí? O que isso tem a ver com condomínios?

Aqueles que atuam em condomínios têm que redobrar a atenção, em todos os detalhes.

Quer um exemplo?

Hoje, dia 16/12/13, quando escrevo estas linhas, a BBC Brasil publicou na internet a notícia de que um apartamento na badalada zona sul carioca fora alugado a um estrangeiro para um período de vinte e dois dias, durante os jogos da Copa.

Por um hacker, não pelo proprietário!

Problemas à vista, não acha?

De repente chega um ‘gringo’ na portaria com a cópia de um recibo, válido ou não, original ou não, falso ou não, diz que alugou e quer as chaves, ou pior, já chega com as chaves (não pergunte como ele conseguiu!) e quer entrar.

praia e prédios Natal

O que fazer?

Essa unidade está sempre sendo alugada, às vezes curtos períodos, um entra-e-sai ‘bacana’.

Com esse histórico não tem erro deixa-lo entrar, certo?

Se o tal ‘gringo’ é o da notícia da BBC, supondo que o hacker tenha conseguido finalizar sua ‘operação’, você vai ter um “senhor abacaxi” para descascar…

 

 

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