Oi, Maravilhosa! Causo #13

Alguns síndicos acabam se engraçando com funcionárias, ou mesmo com proprietárias de administradoras de condomínios.

Uns são bem respeitosos, outros nem tanto…

Em meio a esse ambiente, havia uma senhora, proprietária de uma administradora em sociedade com o marido, a quem amava e respeitava muito. Era uma mulher bonita, educada, loira de olhos azuis, sempre em cima de um belo par de saltos bem altos.

Era, também, um talento ímpar na área comercial. Falava bem, com segurança, convencia a todos de que sua empresa desenvolvia trabalho sério, comprometido com seus clientes.

Os síndicos – a quem apresentava sua proposta e defendia seus pontos de vista – ficavam babando. Era inevitável!

Ela levava tudo na esportiva, sem se estressar; tampouco contava esses detalhes ao companheiro, que era bravo, ciumento, de ‘pavio curto’.

Participando sozinha de uma assembleia – a primeira daquele condomínio, que acabara de integrar sua carteira de clientes – o síndico, daqueles ‘cheios de amor para dar’, sentou-se ao lado dela na mesa.

Enquanto ela falava, explicando a pauta, tirando dúvidas do plenário, ele ficava acarinhando seu braço e, às vezes, pegava em sua mão por breves instantes…

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Casos como esse saem, obviamente, da esfera da administração condominial propriamente dita.

Mas, que acontecem, acontecem!

Supondo alguma evolução nessa “investida” do síndico a qualquer funcionária da administradora poderia ensejar certo comprometimento da relação estritamente comercial que deveria ali vicejar.

Ressalte-se que a ética profissional é um conjunto de atitudes e valores positivos aplicados em qualquer vínculo profissional. A ética é de fundamental importância para o bom funcionamento das atividades de qualquer prática empresarial e das relações de trabalho entre os funcionários.

Para refletir.

E acompanhar de perto, caso algo desse tipo esteja ocorrendo em seu condomínio.

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Festa no vizinho Causo #12

Márcio era zelador experiente. Já tinha trabalhado em outros condomínios de maior complexidade, com mais torres, e até em um condomínio-clube de mais de trezentas unidades, seu último emprego.

Agora, em um edifício com apenas uma torre, prédio recém-construído, algumas unidades ainda desocupadas: “Tranquilidade absoluta à vista!” – pensou ele.

Estava todo feliz! Tudo seria muito fácil por ali. Ele, inclusive, se apresentou aos outros colegas zeladores, seus vizinhos, na mesma rua.

O prédio ao lado era mais velhinho: tinha mais de trinta anos de construção, mesmo tempo que ‘seu’ João – como era carinhosamente chamado o zelador desse condomínio – estava por lá.

João conhecia tudo do condomínio que administrava. Habilidoso, entendia um pouco de elétrica, hidráulica e pequenas obras civis, e vivia ‘quebrando o galho’ aqui e acolá. Procurava sempre ajudar a todos, sem afrontar um milímetro as regras estabelecidas.

Certa ocasião, Márcio percebeu que havia duas festas marcadas para o próximo sábado, mesmo horário, no único salão de festas do edifício. O descuido de tê-las anotado em controles diferentes propiciou tal situação.

Já era quarta-feira daquela semana, e ele não conseguia pensar em uma solução…

Então, foi procurar João, explicou a ele o que ocorrera e, inesperadamente, pediu emprestado o salão de festas do vizinho.

João, daquela vez, decididamente, não pode ajudar o colega…

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Realmente, não tem cabimento admitir essa possibilidade, a de “emprestar” o salão de festas do condomínio para uma festa de pessoas estranhas, mesmo que sejam do prédio vizinho.

Nesse episódio, vale ressaltar o cuidado que o zelador tem que observar nos seus controles, que não são poucos, e todos têm sua importância.

Senão vejamos: frequência e férias de funcionários, consumo de água e de energia do condomínio, compra de material de limpeza, manutenções periódicas de equipamentos, como gerador, para-raios, recarga de extintores, para citar alguns, e, claro, reservas das área de lazer do condomínio, como churrasqueiras e salão de festas.

Ao que se soube, Márcio, assumindo a confusão, conversou com um dos condôminos que havia marcado a festa e conseguiu, com algum desgaste, remarca-la…

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Tri-dono Causo #11

O fato é que determinado apartamento naquele condomínio de bom padrão foi vendido a três compradores diferentes.

Um deles, estrangeiro, formalizou a compra em cartório e registrou sua escritura no Registro de Imóveis. Mas, viajou, deixou de pagar as taxas mensais do condomínio e ninguém mais teve notícias dele.

O segundo, do ramo imobiliário, afirma ter em mãos um compromisso de compra e venda, bem como diz ter efetuado o pagamento de diversas cotas condominiais que estavam em atraso; mas, desistiu de continuar pagando quando constatou o imbróglio e entrou na justiça pelos seus direitos.

O terceiro e último, na posse do imóvel, quer pagar os mais de doze meses de cotas em atraso. Alega ter em casa um contrato particular de compra e venda, e também que tem um advogado cuidando disso, ao se referir ao domínio do bem.

O síndico, instado a assinar o Termo de Confissão de Dívida deste último, pediu um tempo para pensar…

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Num primeiro momento chega-se a pensar que é caso de polícia, ou, pelo menos, que os envolvidos resolvam a pendenga na justiça…

Mas, quando o síndico é acionado para dar andamento exatamente naquele ponto nevrálgico de sua administração, a inadimplência, afinal a terceira pessoa estaria disposta a quitar mais de doze meses de taxas em atraso, o assunto entra na esfera da gestão condominial.

Antes, contudo, de ‘cair na tentação’ e receber esses atrasados, é preciso levar em consideração a titularidade do imóvel, para não correr o risco de se ver às barras dos tribunais e, eventual e futuramente, ter que devolver os valores devidamente corrigidos.

Em tese, quem teria a prioridade para reclamar seus direitos é o primeiro, que diligentemente registrou sua escritura no Cartório de Registro de Imóveis, embora tenha retornado a seu país de origem há algum tempo e deixado de pagar as taxas condominiais.

Como cada caso concreto tem suas particularidades, caberá à justiça decidir…

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O condomínio: abordagens teóricas

Para aqueles que chegaram há pouco por aqui, em 20/04/2016 propus uma reflexão a cada uma das crônicas publicadas no livro “O condomínio daquela rua – Histórias e causos nesse ambiente peculiar” pela Editora Biblioteca 24horas, de São Paulo, usando-as como pano de fundo para uma releitura, sob o enfoque das boas práticas de gestão condominial, tendo sempre como norte a legislação pertinente.

São quarenta e três causos, alguns divertidos, outros curiosos, pitorescos, incomuns, até trágicos.

Já vimos até o causo #10, vamos prosseguir.

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A quem interessar o livro está à venda no site http://www.biblioteca24horas.com.br/, e pode ser localizado no menu à esquerda, em “Contos” ou a partir da pesquisa pelo nome do autor. Quem residir em Brasília pode entrar em contato direto comigo.

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Ao ensejo, aproveito para divulgar também meu outro livro nessa área de condomínios, o Evolução Histórica do Condomínio Edilício, publicado em 2013 pela Scortecci Editora, de São Paulo, um interessante trabalho de pesquisa a respeito das origens do instituto chamado condomínio desde remotos tempos, em épocas bíblicas, até os dias atuais.

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O que aqueles esqueletos estão fazendo na área de lazer do meu condomínio?!!! Causo #8

Para começar, havia um cemitério bem ao lado do condomínio. O zelador, muito supersticioso, só aceitou trabalhar ali depois que se assegurou de que o muro que os separava era bem alto.

Ele sempre evitava olhar para lá quando, por algum motivo, tinha que subir nos andares. Além disso, não queria saber de conversar a respeito de funerais, mortos, o que quer que seja…

Naquela semana choveu muito, mas muito mesmo.

Assim, o que acabou acontecendo, dá até pra imaginar…

E, apesar da presença do zelador no condomínio quem foi acionada, pela manhã, foi a administradora.

Ele bem que havia tentado – tão logo constatou o incidente – entrar em contato com o seu gerente de atendimento, mas estava paralisado… Não conseguia nem falar…

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Vizinhos, como se diz, a gente não escolhe.

Mesmo que, antes de fechar o contrato, você tome o cuidado de pesquisar, conversar, saber sobre as pessoas que estarão ali, “do outro lado da parede”, algum dia essa família pode se mudar, e a outra, totalmente diferente, com novos hábitos, rotinas, barulhos, enfim…

Nesse causo, o vizinho é conhecido, o cemitério, o que nunca se espera é que, belo dia, alguns esqueletos venham “visitá-lo”.

Como o condomínio fora construído numa área topograficamente inferior ao do cemitério, com a chuvarada, a pressão da água foi tal que rompeu parte da base do muro, propiciando a “visita”.

Restou comunicar as autoridades competentes para remover os “intrusos” e iniciar imediatamente a reconstrução do muro.

Só para finalizar, talvez não precisasse ser dito, o zelador antecipou suas férias e só retornou depois de finalizadas as obras…

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Acorda, Gervásio! Causo #10


Ele tinha 77 anos naquela época, gozava de boa saúde, fazia suas caminhadas regularmente e até tomava aquela cervejinha em alguns dias, ao final da tarde.

A família só concordou que ele morasse sozinho quando ele aceitou que, além do cuidador 24 horas por dia, a contratação daquela empresa de teleassistência.

Assim, ele usava uma pulseira – sem fio e à prova d’água – que era facilmente acionada quando se apertava o botão.

Certo dia sentiu-se mal, caiu e não conseguia chamar Gervásio – que cobria a folga de Nonato – e estava dormindo profundamente no quarto ao lado.

A central foi acionada e o telefone do apartamento tocou inúmeras vezes, até que Gervásio acordou e o socorreu.

Felizmente não foi nada grave, tivera queda súbita de pressão ao se dirigir ao banheiro…

Tanto que, ainda nesta semana, foi visto no bar da pracinha tomando sua cervejinha.

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A teleassistência é um serviço que se propõe como uma medida que pretende contribuir para a redução do isolamento social e da solidão de pessoas idosas ou em situação de dependência.

Baseia-se no uso de pulseira ou colar – também pode ser um botão fixo – que aciona uma central, e esta, por sua vez, entra em contato imediatamente com o próprio idoso ou com pessoas cadastradas, ou, perante uma situação risco ou de emergência, com entidades competentes para uma intervenção de socorro.

Para os mais “saidinhos”, certas empresas ainda oferecem celular com GPS, além da pulseira.

Para a administração do condomínio mais uma novidade, mais uma providência a ser tomada, que consiste no treinamento específico de alguns funcionários para lidar com pessoas da terceira idade, numa eventual emergência.

E quando há um número expressivo de condôminos nessa faixa etária, tem que pensar também a administração em promover atividades próprias, como oficinas, bailes, exposições, etc.

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Pesquisa acadêmica

Por solicitação de Karina Pravatti, aluna do 6º semestre de Administração, publico o Questionário de Campo, desenvolvido para levantamento de dados que demonstrem a necessidade de uma formação acadêmica, que possibilite a implementação de ferramentas que tornem a administração de condomínios eficaz e eficiente, assim como trazer transparência e controle das ações inerentes ao administrador (síndico) e satisfação dos administrados (condôminos).

Agradecemos desde já a quem quiser colaborar, podendo copiá-lo, respondê-lo e devolvê-lo para o  e-mail karina.pravatti@hotmail.com.

Segue o questionário:

Projeto de Pesquisa apresentado Programa de Bolsa de Iniciação Científica – BIC-SAL – do Centro Universitário Salesiano de São Paulo.

O objetivo desta pesquisa é demonstrar a importância de formação acadêmica dos administradores de condomínios, o que possibilita a utilização de ferramentas de gestão estratégica, tais como; BMC (Business Model Canvas) o qual facilita o gerenciamento através da visualização do cenário permitindo um planejamento estratégico que satisfaça as expectativas e felicidade do cliente, no caso os condôminos; a Análise SWOT (Strenght, Weakness, Opportunities e Threats) para o estudo das forças e fraquezas, oportunidades e ameaças para melhorar o gerenciamento dos serviços e traçar objetivos com vistas a atingir excelência em gestão dos condomínios; e BSC (Balanced Scorecard), em busca de um planejamento financeiro que atenda às necessidades dos condôminos (menores custos) e condomínio (manutenção e implantação de serviços eficazes e eficientes), assim como seu controle, ou seja, fazer mais com menos, além de maior atenção no que tange à legislação vigente.

Para embasamento desta pesquisa, fora desenvolvido questionário para levantamento de dados que demonstrem a necessidade de uma formação acadêmica, que possibilite a implementação de ferramentas que tornem a administração de condomínios eficaz e eficiente, assim como trazer transparência e controle das ações inerentes ao administrador (síndico) e satisfação dos administrados (condôminos).

QUESTIONÁRIO DESENVOLVIDO PARA A PESQUISA DE CAMPO

  1. Idade?

(  ) 18 a 25 anos  (  ) 26 a 35 anos  (  ) 36 a 45 anos   (  ) mais de 46 anos

  1. F( ) M(  )
  2. Formação:

Ensino Fundamental (  )  Completo? (  ) Sim (   ) Não

Ensino Médio Completo? (  ) Sim (   ) Não

Ensino Superior Completo? (  ) Sim (   ) Não  (  )

Qual? _____________________________________________________________________

  1. Sindico Eleito ( ) ou Profissional (  )
  2. Primeira gestão? Sim ( )   Não (  ) Qual?___________________________________________________________________
  3. Tempo de gestão atual: ____________________________________________________
  4. Qual o tipo de gestão adotada pelo condomínio que administra?

(  ) Sistema de autogestão ( a comissão eleita administra e responsabiliza-se por toda gestão)

(  ) Sistema de cogestão (além da comissão eleita existe a figura da administradora de condomínios)

(   ) Síndico profissional contratado e administra juntamente com os conselheiros e administradora

(   ) Outro Sistema (  ). Qual? Por favor explique:__________________________________

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  1. Atua em outra atividade profissional? Qual? __________________________________

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  1. Principal fator motivacional para candidatura:

(   ) Interesse em colaborar com a comunidade condominial

(   ) Discordância quanto à forma da administração anterior

(   ) Indicação de condôminos

(   ) Inexistência de outro candidato

(   ) Interesse profissional (síndico profissional)

(   ) Motivado por outros fatores (  ). Quais?­­­­­­­________________________________________

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  1. Como se preparou para atuar nesta função?

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  1. Quantas horas são dedicadas a administrar?

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  1. Como divide o tempo? Responda em número de horas:
  2. Organizar dados: __________;
  3. Analisar os dados:__________;
  4. Planejar ações:____________;
  5. Executar o que foi planejado:_______________;
  6. Controlar os resultados:___________________.

 

  1. Quais as principais dificuldades encontradas para administrar?

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  1. Conhece e/ou utiliza alguma ferramenta de planejamento, tal como:

(  ) Analise SWOT;

(  ) BMC (Business Model Canvas);

(  ) BSC (Balanced Scorecard).

(  ) Outras. Quais?____________________________________________________________

 

Definições:

Análise SWOT (Strenght, Weakness, Opportunities e Threats) possibilita o estudo das forças e fraquezas, oportunidades e ameaças para melhorar o gerenciamento dos serviços e traçar objetivos com vistas a atingir excelência em gestão dos condomínios;

BMC (Business Model Canvas): facilita o gerenciamento através da visualização do cenário permitindo um planejamento estratégico que satisfaça as expectativas e felicidade do cliente, no caso os condôminos;

BSC (Balanced Scorecard), busca de um planejamento financeiro que atenda às necessidades dos condôminos (menores custos) e condomínio (manutenção e implantação de serviços eficazes e eficientes), assim como seu controle, ou seja, fazer mais com menos, além de maior atenção no que tange à legislação vigente.

 

  1. Acha importante ter conhecimento destas ferramentas de gestão e utilizá-las na administração de condomínios?

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Você sabia que a forma como sua cidade é planejada influencia na escolha de seu meio de locomoção?

O excesso de carros nas ruas causa diversos impactos negativos no meio ambiente, na saúde da população e na funcionalidade das cidades. Mesmo assim, muitos centros urbanos são planejados tendo o carro como o “grande astro”.

Mas se você parar pra pensar boa parte da população do planeta não anda de carro diariamente! O leito carroçável não é exclusivo para automóveis particulares: ele é feito também para veículos não motorizados, como as bicicletas e, sobretudo, para o transporte público.  Além disso, a calçada faz parte da rua, e deve permitir que as pessoas transitem com conforto.

A utilização excessiva de automóveis gera grande pegada ecológica e compromete muitas qualidades urbanas, incluindo a walkability (termo em inglês utilizado para definir a acessibilidade de um local para quem anda a pé; algo como andabilidade ou caminhabilidade). Para que haja melhoria na qualidade ambiental, redução de emissões poluentes e economia de energia, é fundamental que as cidades deixem de ser concebidas para carros e passem a focar nas pessoas e nas necessidades relacionadas à segurança, à mobilidade e ao lazer. Medidas que melhoram a integração do transporte público e o acesso de pedestres aos locais tendem a incentivar a redução do uso de carros.

walkability

Andar é uma atividade humana básica. As cidades devem ser projetadas para que essa prática seja fácil e agradável. Esse paradigma tem sido estudado desde o fim dos anos 80 e é fundamental para a mudança por cidades mais sustentáveis e humanas. O chamado Novo Urbanismo contempla essa dentre entre outras questões para o resgate da qualidade de vida e melhor relacionamento entre o homem e a cidade.

Circular com conforto e segurança a pé e de bicicleta é um direito. A mobilidade urbana é essencial para cidades mais democráticas e menos excludentes. Todos os pedestres, incluindo crianças, idosos, pessoas com dificuldades de locomoção ou visão, devem ter sua mobilidade na cidade garantida.

Em janeiro de 2012, foi sancionada a lei 12.587, que institui a Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU). A política tem como objetivo a integração entre os diferentes modos de transporte e a melhoria da acessibilidade e mobilidade.

De acordo com os princípios do novo urbanismo, é essencial a reconquista da rua como lugar de encontro, estar e convivência dos pedestres. A ideia é transformar a cidade em um local de convívio onde o pedestre é a prioridade. Reformar e reconstruir as calçadas, iluminando-as, alargando-as e as tornando acessíveis a cadeirantes, idosos e crianças, é caminhar para uma cidade mais humana.

Fonte: http://www.ecycle.com.br/component/content/article/64-cidadania/4626-walkability-caminhabilidade-projetos-urbanisticos-que-priorizam-o-acesso-de-pedestres-tem-impacto-positivo-na-reducao-da-dependencia-de-carros-e-na-melhoria-da-saude-e-bem-estar-da-populacao-novo-urbanismo-andabilidade-locomocao-mobilidade-.html?lb=no&utm_source=eCycle&utm_campaign=16cca3d8e3-Newsletter_243_04_07_2016&utm_medium=email&utm_term=0_ca1df616f8-16cca3d8e3-150575977&mc_cid=16cca3d8e3&mc_eid=1e25214a56   Acesso 04/07/2016.

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Quero minha sauna, agora!!! Causo #9

O cenário, um condomínio de casas de alto padrão naquela capital litorânea.

O protagonista, Jovelino, que comprou lá seu imóvel ainda em construção, acompanhou a construção e conhecia bem o projeto geral do empreendimento.

Foco principal, a sauna, que ele a-d-o-r-a, e não via a hora de poder desfrutar do conforto, afinal ela ficava a poucos metros de sua casa.

Obra concluída, entregue, enfim a mudança.

A surpresa foi tamanha quando Jovelino resolveu ir à sauna dar uma relaxada, depois de um dia estressante no trabalho.

Quando interfonou à portaria para saber se já estava ligada, ou pedir para que a ligassem, o avisaram que não tinha sauna no condomínio!

Em trajes de banho e de toalha na mão, como estava, ele se encaminhou para onde sua memória indicava como o local onde a sauna se localizava.

Como o funcionário tivesse razão, voltou a casa, fuçou nos arquivos e achou anúncios de jornal, folhetos, prospectos, até uma foto que ele mesmo tirou do outdoor na avenida: todos mencionavam a sauna.

Muitas reuniões e advogados depois, finalmente a sauna foi construída…

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Esse tipo de coisa acontece com bastante frequência, infelizmente.

A construtora faz o lançamento com anúncios na TV, jornais, outdoors e panfletos, enche seus olhos com aquelas imagens retocadas, mas, algumas vezes, não “entrega” tudo o que prometera.

A recomendação é fazer como Jovelino, guardar todo esse material, um dia você pode precisar dele para reivindicar algo lá na frente.

Na esfera judicial será mais difícil ter êxito sem esses documentos para comprovar que algo que constava das peças publicitárias não foi construído.

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Produtos programados para morrer

Você descarta frequentemente objetos sem antes avaliar a possibilidade de consertá-los? Costuma trocar aparelhos ainda em funcionamento por uma versão mais nova do mesmo? Já comprou alguma vez por impulso, mesmo sabendo que aquele objeto não seria muito útil para você? Se você respondeu sim para as perguntas acima, saiba que você é vítima da obsolescência programada.

A obsolescência programada é uma técnica utilizada por fabricantes. Ela consiste em produzir itens já estabelecendo o término da vida útil deles. Esse conceito surgiu entre 1929 e 1930, tendo como pano de fundo a Grande Depressão, e visava incentivar um modelo de mercado baseado na produção em série e no consumo, a fim de recuperar a economia dos países naquele período – algo parecido ao que ocorre atualmente, em que o crédito é facilitado e os governantes incentivam o consumo.

Algumas vozes, contudo, vêm surgindo e alertando sobre essa prática. Um exemplo é o empresário espanhol Benito Muros, fundador da empresa OEP Electrics e do movimento Sem Obsolescência Programada (SOP). O movimento SOP, diz Muros, tem três objetivos: “Difundir o que é a obsolescência programada e como isso nos afeta; tentar colocar no mercado mais produtos com duração mais longa, a fim de forçar a competição; e tentar unir todos os movimentos sociais para tentar mudar o modelo econômico atual”. Ele diz ser possível comprar produtos que tenham vida útil prolongada e cita o exemplo da lâmpada que brilha na sede de bombeiros de Livermore, na Califórnia, há mais de 100 anos.

No documentário “The Light Bulb Conspiracy” (A conspiração da lâmpada elétrica), a diretora Cosima Dannoritzer mostra casos semelhantes. Um deles é das impressoras a jato de tinta que teriam um sistema especialmente desenvolvido para travar o equipamento depois de um certo número de páginas impressas, sem a possibilidade de reparo. No filme, um rapaz vai à assistência para consertar sua impressora. Os técnicos dizem que não há conserto. O rapaz então procura na internet maneiras de resolver o problema. Ele descobre um chip, chamado Eeprom, que determina a duração do produto. Quando um determinado número de páginas impressas é atingido, a impressora trava.

O reparo de um produto, no entanto, às vezes não é possível. Annie Leonard criou um vídeo na internet que virou sensação, o “Story of Stuff” (“Histórias das coisas”, em português), no qual relata que abriu dois computadores para ver o que havia de diferente dentro deles. Ela descobriu que é uma pecinha que muda a cada nova versão lançada. Contudo, a forma dessa peça também é alterada, o que obriga o consumidor a comprar um computador novo, em vez de apenas trocar a peça.

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No mesmo vídeo, Leonard lembra que além da obsolescência programada, há também a obsolescência percebida, que “nos convence a jogar fora coisas que são perfeitamente úteis”. Isso acontece porque a aparência das coisas muda, os objetos ganham novas funções e a publicidade está em todos os lugares.

Lixo eletrônico

O problema disso tudo são os desperdícios de recursos naturais e o lixo criado de forma desnecessária, que, em muitos casos, são enviados para os países pobres como se fossem produtos de segunda mão. Uma lei internacional proíbe que lixo eletrônico seja levado de um país para outro, mas alguns países não a respeitam.

O problema é que um vasto número desses aparelhos é composto de materiais não biodegradáveis ou com um longo tempo para que esse processo ocorra. Os equipamentos eletrônicos, por exemplo, contêm materiais contaminantes como o plástico, que demora 100 a mil anos para se degradar. Além disso, eles possuem outras substâncias altamente poluentes. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), das 2,5 milhões de toneladas de chumbo geradas anualmente em todo o mundo, três quartos desse total são para fazer baterias, que são utilizados em carros, telefones e laptops ou indústrias.

Ainda segundo o Pnuma, o Brasil é o país emergente que mais gera lixo eletrônico por pessoa a cada ano, devido à estabilidade econômica e a facilidade de obtenção de crédito. Mas ainda não há, no país, um destino correto para esse tipo de resíduo.

Alternativas

Os governos de alguns países estão atentos a esse problema. A União Europeia, por exemplo, solicitou aos fabricantes que produzissem itens mais duráveis. Já a Bélgica aprovou uma resolução no senado para lutar contra a obsolescência planejada. Na França, um partido ambientalista apresentou no senado um texto em que critica a produção de itens com uma data de validade já planejada, seja por um defeito, uma peça frágil, ou outro problema parecido. Quem infringir essa lei pode pegar mais de 10 anos de prisão e pagar multa de até 37,5 mil euros.

No Brasil, em fevereiro de 2013, o Instituto Brasileiro de Direito da Informática (IBDI) moveu uma ação contra a afiliada brasileira da empresa norte-americana Apple. O advogado responsável pelo processo, Sérgio Palomares, alegava um intervalo um pouco maior de 5 meses para o lançamento do iPad 4, que, segundo ele, apresentava poucas mudanças em relação a versão anterior, iPad 3. Nos EUA, o intervalo foi de sete meses e a Apple trocou o produto dos consumidores que tinham comprado a versão anterior há pouco tempo. O juiz que julgou a ação, no entanto, não reconheceu nenhum prejuízo ao consumidor nesse caso.

 

Leia mais em: http://www.ecycle.com.br/component/content/article/35-atitude/1721-produtos-programados-para-morrer.html?lb=no&utm_source=eCycle&utm_campaign=686abc268c-Newsletter_238_17_06_2016&utm_medium=email&utm_term=0_ca1df616f8-686abc268c-150575977&mc_cid=686abc268c&mc_eid=1e25214a56   Acesso 21/06/2016.

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