Da série “Inimigos do Condomínio” #9

Entregas é um problemão para o condomínio.

Especialmente quando as regras não estão muito claras no regulamento interno. Ou não?!

Claro que esbarra diretamente na segurança, afinal, em alguns casos, é preciso franquear a entrada de pessoa estranha à rotina condominial – o entregador.

Quando aquela senhora do 201, que mora sozinha e tem quase oitenta anos de idade, pede um galão de vinte litros de água não há como fazê-la descer à portaria para buscar sua encomenda, certo?

Flores, pizza, fast food em geral, lavanderia, farmácia – tudo isso tira o sossego do porteiro em particular e da administração como um todo.

Está bem! Não me esqueci de que algumas entregas são recorrentes, como lavanderia, e que o entregador, na maior parte das vezes, pode ser o mesmo.

Nos demais casos, os mais corriqueiros, a cada entrega um portador diferente.

Quando o regulamento interno trata a questão de forma detalhada e proíbe a entrada de qualquer tipo de entrega, provavelmente o condomínio tem um funcionário que pode atender as exceções, a exemplo do da senhora do 201.

 Se não houver ninguém disponível num determinado momento, alguém vai ter que se encarregar…

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Da série “Inimigos do Condomínio” #8

Toda regra tem exceção, esta afirmação nem é muito original, nem de minha autoria!

Mas, quer ver um pessoal que não gosta definitivamente de acatar as normas condominiais? São os prestadores de serviço!

Quando são contratados pelo condômino pode piorar!

Além de não obedecer às regras, eles podem submeter o contratante a situações constrangedoras, em franca afronta aos preceitos do regulamento interno, sujeitando-o, inclusive, à multa lá prevista.

Se o contrato é com o próprio condomínio é bom que porteiros, zelador ou gerente predial – a depender da estrutura administrativa de cada prédio – estejam atentos.

Condicionado, claro, à complexidade do trabalho, duração, tamanho da equipe, ainda assim são diversos controles e conferências que a portaria tem que se ocupar.

Cadastramento prévio dos funcionários da empresa, checagem quanto ao uso do E.P.I., ou equipamento de proteção individual, locais de deposição de entulho e sua remoção, horários permitidos, barulhos excessivos, e por aí vai.

Talvez o que possa ajudar seja um contrato bem elaborado, onde haja previsão de multas ao prestador que não observar suas cláusulas.

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É só cuidar!

Dicas para reduzir custos em condomínios

Todos nós que habitamos e vivemos em condomínios achamos que o famigerado boleto que recebemos mensalmente para o pagamento das cotas condominiais poderia vir com um valor menor.

Mas, não espere ler nestas linhas sugestões para redução de efetivo, para diminuição ostensiva de iluminação nas áreas comuns ou para prorrogação nos prazos de manutenções de instalações e equipamentos do condomínio.

O que pode ser feito, além do atendimento aos preceitos da legislação pertinente, da convenção e regulamento interno:

– Cerque-se de uma boa administradora, de uma competente assessoria condominial

– Contrate produtos e serviços com empresas idôneas e regularmente constituídas, precedido de cotações com escopos bem definidos

– Analise detida e tecnicamente todos os contratos de prestadores de serviço

– Não antecipe pagamentos sem a contrapartida do serviço efetivamente prestado

– Formalize o “aceite” quando da entrega de obras, mesmo que de pequeno porte

– Evite atrasar pagamentos, uma vez que acarretam multas, juros e correções, além de outros aborrecimentos

– Exija notas ou cupons fiscais em nome do condomínio para todo produto ou serviço adquirido

– Promova uma eficiente gestão da inadimplência: contrate, se for o caso, assessoria jurídica especificamente para isso

– Monitore os consumos de água, gás e luz das áreas comuns: elabore estudos voltados ao consumo individualizado de água e gás, e ao uso racional da água (reuso, coleta de águas pluviais, outros)

– Cadastre a edificação por unidade familiar na Sabesp, se estiver em São Paulo

– Verifique a possibilidade da substituição da iluminação da garagem e áreas comuns por lâmpadas de menor consumo e maior durabilidade

– Faça vistorias periódicas e as respectivas manutenções na rede elétrica, hidráulica e de gás

– Observe as rotinas de manutenção dos equipamentos de segurança como recarga de extintores, para-raios, portas corta-fogo, pressurização de escadarias, elevadores e escadas rolantes, luz piloto, CFTV, proteção do perímetro, e, quando for o caso, iluminação, sinalização e a biruta do heliponto

– Providencie a manutenção preventiva dos equipamentos de lazer instalados nas áreas comuns, especialmente os da sala de ginástica, do playground, das quadras, da sauna, da área no entorno das piscinas, para citar alguns

– Mantenha guardados em local seguro os documentos importantes do condomínio, como pastas mensais de prestação de contas e outros, e, quando pertinentes, AVCB válido e RIA (Relatório de Inspeção Anual dos elevadores)

– Torne possível e facilite a reciclagem do lixo produzido pela massa condominial, bem como a reciclagem do óleo de cozinha.

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Mundo pode virar uma tremenda lixeira em 2100

A cada 24 horas, a humanidade joga no lixo mais de 3,5 milhões de toneladas de resíduos. Isso representa pelo menos 40 toneladas por segundo, um aumento de dez vezes em relação ao que gerávamos cem anos atrás.

http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2013/11/12/99931-mundo-pode-virar-uma-tremenda-lixeira-em-2100.html

lixo excesso

Aliás, recomendo a leitura do livro “Lixo – cenários e desafios” de Maurício Waldman, São Paulo: Cortez Editora, 2010, 231 páginas.

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Tudo se transforma

Desenvolver modos de produção circulares, em que até nossos resíduos são reaproveitados, é a única forma de poupar o meio ambiente

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/resgate-coco-superinteressante-757034.shtml

resgate do cocô

*** Não se esqueça de aumentar o tamanho do infográfico!

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Da série “Inimigos do Condomínio” #7

Chega a ser “maldade” imputar às crianças a pecha de inimigas do condomínio.

Salvo raras exceções, elas ‘aprontam’ quando não há opções de lazer suficientes ou capazes de ‘exaurir’ sua energia.

Nesse afã, podem ser expostas a acidentes em diferentes ambientes e situações: quando viajam sozinhas nos elevadores, nas piscinas, em playgrounds, na garagem, nas escadas.

Locais de acesso restrito, como barrilete, centro de medição, sala do gerador, caixas d’água , e outras têm que ser constantemente vigiados, pois representam real perigo de sérios acidentes.

De qualquer modo, quando excessos acontecerem, cabe aos pais ou responsáveis orientá-las, explicando o que pode, o que não pode, incutindo nelas, desde tenra idade, boas noções de civilidade e cidadania.

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Da série “Inimigos do Condomínio” #6

A convenção é a ‘lei interna’ do condomínio. É considerada pela doutrina dominante como um contrato coletivo de natureza normativa, eis que obriga àqueles que têm alguma relação jurídica com a propriedade das unidades autônomas, como seus proprietários, promitentes compradores e cessionários de direito.

Sua elaboração deveria sempre ser precedida de estudos específicos a cada condomínio, e não, como tem sido feito com alguma frequência, o “copia e cola” de textos prontos na internet.

Uma convenção mal escrita, alheia à realidade do condomínio, ou o desconhecimento dos preceitos por ela estabelecidos pelos ‘habitantes’ desse particular ambiente pode acarretar consequências indesejáveis à boa administração.

Há, também, algumas particularidades legais a serem observadas, como as previstas nos artigos 1.333 e 1.334 do código civil.

De qualquer forma, sempre é tempo de revisar ou atualizar a convenção do seu condomínio.

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Mordomias têm preço!

Todo serviço prestado pelo condomínio equivale a um percentual na composição do custo final da cota mensal a ser paga.

Em alguns edifícios a coleta do lixo domiciliar é feita porta-a-porta, ou seja, funcionários dedicam horas de trabalho nisso.

Em outros, há as famigeradas caixas de coleta em cada pavimento, normalmente em local não autorizado pelos bombeiros, quero dizer, naquele exíguo espaço entre portas corta fogo, junto à escadaria. O que, igualmente, significa que faz parte da rotina diária de um funcionário (ou mais de um) seu recolhimento.

Eu morei recentemente num condomínio em que cada condômino descia com seu próprio lixo até o primeiro subsolo, onde havia dois grandes recipientes, um para o lixo orgânico e outro para os recicláveis.

Como estamos acostumados à mordomia de não nos envolvermos nisso regularmente, num primeiro momento chega a parecer o fim do mundo! Mas, ao nos organizarmos diante dessa nova rotina, a ‘coisa’ flui maravilhosamente.

O melhor disso tudo é saber que estamos efetivamente colaborando com a racionalização dos custos, ‘liberando’ horas de trabalho de funcionários para que as ocupem com atividades mais importantes.

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Lançamento do livro…

… “Evolução Histórica do Condomínio Edilício”.

No próximo dia 04 de dezembro, das 18h30 às 21h30 – Livraria Martins Fontes, Avenida Paulista, 509, metrô Brigadeiro.

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Da série “Inimigos do Condomínio” #5

Manutenção é causa de preocupação, e até de noites mal dormidas, de muitos síndicos Brasil afora.

A abrangência disso é enorme, a depender do tamanho do condomínio – número de unidades autônomas e respectivas vagas de garagem, elevadores, grupo gerador, sistema de proteção de descargas atmosféricas, pressurização de escadarias, sistema de prevenção de incêndios, caldeiras, trocadores de calor, para citar alguns – e de seus itens de lazer – piscinas, quadras poliesportivas, salas de ginástica, salões de festas, cinema, espaços gourmet, brinquedotecas, sauna, playground, dentre outros.

Classificar a (falta de) manutenção como inimiga do condomínio é relativamente fácil. Afinal, um sem-número de consequências imprevisíveis, certamente desastrosas e desgastantes pode aí ter sua origem.

Remetemos à leitura do artigo “E o síndico com isso? Tudo!”, do dia 22/10, sob a categoria manutenção, bem como as outras publicações nesta mesma categoria.

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